segunda-feira, 31 de outubro de 2016

[Dica da Malu] O Mistério das Feras

Autora: Adriele Nardelli
Editora: Selo Jovem
Páginas: 200

A resenha de hoje é mais do que especial. Vou falar sobre O Mistério das Feras, romance de estreia da autora Adriele Nardelli, publicado pela editora Selo Jovem. Para quem não se lembra, já tinha contado que o Dicas de Malu fechou parceria com a autora e, por isso, recebi o livro de cortesia. Então, agora que eu já li, chegou a hora de contar para vocês a minha opinião.
O livro conta a história de Kiera, uma menina de 16 anos que tinha uma vida normal, como qualquer adolescente, até começar a ter estranhas premonições. O que pareciam ser simples pesadelos acabaram se tratando de visões de crimes que aconteceram ou iam acontecer. Para piorar, Kiera começa a questionar a própria sanidade quando aparece nos locais dos crimes sem ter ideia de como chegou e ainda vê duas feras, que parecem estar ligadas aos crimes. Com a chegada de Taylon, um estranho menino que parece saber mais sobre acontecimentos do que demonstra, Kiera começa a buscar respostas paras as várias dúvidas que tinha. No entanto, quando a verdade é revelada, ela descobre uma realidade ainda mais perturbadora do que poderia imaginar.
Quando li esta sinopse, imaginei que se tratava de um romance policial comum, com um grande mistério a ser revelado. Para minha surpresa, a história vai além disso, apresentando ao leitor uma nova e instigante realidade,
A escrita da Adriele é muito boa e prende a atenção do leitor desde o começo. O ritmo da história é muito intenso, cheio de mistérios e reviravoltas, tornando a leitura dinâmica e interessante. Além disso, o fato de termos a perspectiva de Kiera, mesmo com a narração em terceira pessoa, auxilia muito na construção do mistério da trama. O leitor vai descobrindo a verdade sobre aquelas estranhas premonições e os segredos sobre a nova realidade da protagonista junto com ela, o que contribui para aumentar a surpresa com as revelações.
Com relação aos personagens, senti que a apresentação deles foi um pouco superficial. Com exceção de Kiera, ainda há muito a ser aprofundado em todos os outros, especialmente Taylon. No entanto, isso não é um problema, pois faz parte dos mistérios da história. A própria Kiera não conhece ou entende bem aquelas pessoas, tendo uma compreensão ainda limitada de seus sentimentos e seu caráter. Além disso, trata-se do primeiro volume da série, então, acredito que o leitor poderá conhecer melhor e entender os personagens nos próximos livros.
Por outro lado, como a trama é centrada na perspectiva da protagonista, temos uma visão mais completa de Kiera. Apesar da situação em que se encontra, percebemos que ela é uma adolescente como outra qualquer: questionadora, teimosa, curiosa e, às vezes, imprudente. A postura dela pode ser um pouco irritante em alguns momentos, mas, se levarmos em consideração tudo que ela passa ao longo do livro, conseguimos entende-la.

De um modo geral, O mistério das feras é uma daquelas histórias que prende o leitor e o surpreende a cada página. Adriele Nardelli consegue manter um ritmo intenso, construindo bem o clima de mistério e criando reviravoltas que tornam a trama ainda mais interessante. Além disso, há um toque de fantasia que foi bem inserido na história. Com certeza, foi um ótimo início para a série, me deixando realmente curiosa para ler os próximos volumes e conhecer mais sobre o universo e os personagens apresentados. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cinco motivos para ver "Gilmore Girls"


Hoje é dia 25 de outubro, portanto, falta exatamente um mês para a estréia do revival de Gilmore Girls. O quê?... Você não faz ideia do que seja Gilmore Girls? Então vou explicar aqui.
Trata-se de uma série que foi ao ar pelo canal americano CW nos primeiros anos de 2000, mais precisamente entre 2000 e 2007. Tendo como foco duas personagens, Lorelai e Rory, a série apresenta uma bonita relação entre mãe e filha, cheia de amizade e cumplicidade. Lorelai engravidou aos 16 anos e, como decidiu não se casar com o pai da criança, abriu mão de todo o conforto da casa dos pais e se mudou para uma cidade pequena onde criou a filha sozinha. Assim, a história começa quando Rory já está com 16 anos e mostra a relação entre elas, o crescimento da menina e o amadurecimento da mãe, os problemas que elas enfrentam e, claro, suas aventuras amorosas.
Como foi dito, a série acabou em 2007. No entanto, a Netflix produziu um revival que contará com quatro novos episódios de 90 minutos cada. Como o primeiro vai estar disponível dia 25 de novembro, resolvi fazer uma lista com 5 motivos para assistir (ou rever) Gilmore Girls. Assim, vocês podem aproveitar esses 30 dias que faltam e assistir às 7 temporadas.

1 – Foco na relação entre mãe e filha
        Uma das coisas que mais gosto em Gilmore Girls é que, apesar de surgirem alguns casais ao longo de cada temporada, nenhum relacionamento amoroso supera o vínculo e a amizade que existem entre mãe e filha. Aliás, isso não é mostrado apenas na relação entre Lorelai e Rory, mas também no relacionamento da Lorelai com a própria mãe, Emily, e da Rory com os avós maternos e com o pai, Christopher. Com isso, a série traz várias mensagens sobre a importância da família.



2 – Diálogos afiados e cheios de referências
           Ao ver a sinopse da série, dá para perceber que se trata de uma história bem simples e leve. No entanto, contrastando com essa aparente calmaria, temos diálogos muito rápidos, com um senso de humor inteligente e várias referências à cultura pop.
         Tanto a Lorelai a quanto Rory falam muito rápido e sempre fazem alguma menção à filmes, livros, séries e músicas. Além disso, têm um senso de humor muito afiado e, às vezes, bem ácido. Aliás, o humor presente em toda a série funciona muito bem, pois é mais refinado e irônico, sendo incluído de maneira orgânica na história, sem soar forçado ou clichê.


3 – Personagens secundários
          Gilmore Girls tem, na minha opinião, os melhores personagens secundários que uma série pode ter. Divertidos, cheios de personalidade e muito bem construídos, esses personagens não são o centro da série, mas contribuem significativamente para o seu andamento. Entre estes personagens, posso destacar a Emily Gimore, mãe da Lorelai, que está sempre interferindo na vida da filha e da neta, agindo de acordo com o que ela considera ser o melhor para as duas. Apesar de ser um pouco irritante às vezes, sua importância para a série é inegável. Além disso, ela e a filha possuem alguns dos melhores e mais afiados diálogos de toda a série.


4 – Empoderamento feminino
          Não apenas por trazer duas mulheres como protagonistas, Gilmore Girls reforça a todo momento a força e a independência femininas. Podemos identificar isso primeiramente pelo fato de que Lorelai cria Rory completamente sozinha. Mas, mais do que isso, vemos ambas construindo suas vidas, tomando suas próprias decisões e enfrentando as consequências de suas escolhas. Além disso, elas mostram que as mulheres não devem deixar que nada ou ninguém as faça se sentirem inferiores ou incapazes. Para resumir: girl power.

5 – Muitas referências à literatura.
          Claro que eu ia deixar o melhor para o final né? Poucas vezes eu assisti uma série com tantas referências a livros como em Gilmore Girls. Isto se deve muito à Rory, que é uma leitora voraz e, em vários momentos, menciona livros, autores e citações marcantes.
          Inclusive, existe um desafio na internet para ver quantos livros da lista de leitura dela a pessoa já leu, o The Rory Gilmore Book Challenge.  Para quem quiser conferir, a lista completa (com mais de 300 livros), está disponível aqui.
 
"Nada, nada cheira como isso!"

Bônus: Os casais mais fofos

      Eu falei que o foco desta série não é em nenhum casal, mas na relação de companheirismo e amizade entre mãe e filha. No entanto, é claro alguns casais se formam ao longo das temporadas e, alguns deles, são muito lindos. Claro que não vou dar spoiler aqui de quais são esses casais, mas já adianto que é impossível não torcer por pelo menos um. 

          Esses são alguns motivos para vocês conhecerem ou revisitarem o universo de Gilmore Girls. Essa série é, sem dúvida, a minha favorita, e eu tenho certeza de que vai agradar quem gosta de um senso de humor rápido e muito afiado. Além disso, ainda traz um diferencial a mais para quem ama ler.
        Todas as sete temporadas estão disponíveis na Netflix. Então, é só preparar o café e embarcar nas aventuras das Gilmore Girls.




domingo, 23 de outubro de 2016

[Dica da Malu] Em algum lugar nas estrelas

Autora: Clare Vanderpool
Editora: DarkSide Books
Páginas: 288

  Para quem acha que a DarkSide Books só publica livros de terror e suspense, acho que não existe maior prova do contrário do que o livro Em algum lugar das estrelas, da autora Clare Vanderpool. Poucas vezes na minha vida, li uma história tão linda, sensível e cativante, repleta de aventuras e lições sobre amizade, perda, lealdade, perdão e família.
            Ambientado na década de 1940, logo depois da II Guerra Mundial, o livro vai contar a história de Jack Baker, um menino de treze anos que, após a morte da sua mãe, é enviado pelo pai para um internato. De uma hora para outra, ele vê sua vida se transformar, sem ter tempo de assimilar a perda da mãe e nem contar com o apoio do pai, que retorna para o serviço na marinha logo após deixa-lo na escola.
        No novo colégio, Jack se sente solitário e perdido, até conhecer Early Auden, um menino bastante peculiar e diferente de todos os outros que ele já havia conhecido. Extremamente curioso e inteligente, Early é também bastante solitário, tendo muita dificuldade para se relacionar com as pessoas e lidar com os próprios sentimentos. Ele acabou criando a sua própria maneira de ver o mundo e enfrentar as coisas que considera difíceis, sendo obsessivo até nas músicas que irá ouvir: Louis Armstrong às segundas, Sinatra às quartas, Glenn Miller às sextas, Mozart aos domingos, e Billie Holiday se estiver chovendo.
         Os dois meninos acabam sendo unidos pela solidão e pelo sentimento de perda que ambos conheciam. No entanto, Jack é o mais relutante dos dois em começar uma amizade. Para ele, Early é um menino esquisito e difícil de compreender, o que o leva a evitar uma aproximação. No entanto, quando chegam as férias de Natal e os dois são os únicos que permanecem na escola, Jack acaba resolvendo acompanhar Early em uma aventura pelas florestas do Maine em busca do lendário Urso Apalache.

“Era disso que eu precisava. Localização. [...] Mas então entendi: para ter marcos, era preciso ter terra. E o ar salgado que enchia meus pulmões me fazia lembrar que muito do que cercava naquele lugar era água. Água em constante movimento, sempre mudando.”

            A primeira coisa que destaco sobre esse livro é a importância de encarar essa história com um olhar de criança. O livro é narrado pelo próprio Jack e é difícil distinguir o que é real e o que é imaginação infantil. Por isso, é melhor embarcar na aventura que está sendo contada do mesmo modo que Jack acompanha Early, e tentar ver os acontecimentos do mesmo modo que os dois meninos enxergam.
            Confesso que tive um certo receio de que fosse achar essa história monótona por ser narrada pelo ponto de vista de uma criança. No entanto, esse acabou sendo o grande mérito do livro, pois trouxe mais sensibilidade e inocência para a narrativa, além de criar um tom mais lúdico e cativante.
            Com relação aos personagens, dizer que fiquei encantada com Jack e Early é muito pouco. Ao mesmo tempo que dá vontade de abraçá-los por serem muito fofos, também aprendemos muito com eles e nos surpreendemos com a maturidade que ambos demonstram, apesar de conservarem a inocência e a fantasia próprias da idade. Jack carrega uma tristeza tão grande, que em alguns momentos parece quase um adulto. No entanto, a pureza dos seus sentimentos e a falta que sente de alguém para guiá-lo lembram o leitor que trata-se de uma criança. Já Early, é um menino muito peculiar, o que pode cansar um pouco, devido dificuldade de entendê-lo. No entanto, assim que começamos a conhecê-lo melhor, é impossível não ser cativado por sua inteligência, seu raciocínio rápido e sua forma de entender o mundo e lidar com os sentimentos.

“A colagem no quadro de cortiça parecia com o que eu imaginava que devia ser a cabeça de Early: uma confusão de informações, texturas, cores e caos que só ele conseguia entender. Saber mais sobre Early era quase tão desafiador quanto navegar em águas misteriosas e inexploradas.”

            Ainda não conhecia o trabalho de Clare Vanderpool, mas fiquei fascinada pela escrita da autora. Apesar de fluir em um ritmo um pouco mais lento, a leitura não é tediosa em nenhum momento. Além disso, a autora conseguiu criar uma história leve e simples, mas que, ao mesmo tempo é rica e profunda, com lições muito bonitas e personagens que demonstram uma sensibilidade rara.
            Por fim, não poderia deixar de mencionar aqui a beleza desta edição. Todos os livros da DarkSide são feitos com o maior zelo e capricho, mas neste a editora se superou. A capa, a folha de guarda, as ilustrações dentro livro e, até mesmo, o marcador... tudo foi claramente planejado com o maior cuidado e o resultado é maravilhoso. É daqueles livros que a gente não cansa de olhar para eles, de tão lindo que é.


          Assim, “Em algum lugar nas estrelas” é um dos livros mais encantadores e apaixonantes que li este ano. Me interessei por ele devido à beleza da sua capa, mas foi, sem dúvida, a sensibilidade da história e dos personagens apresentados que me arrebatou. Recomendo muito esta leitura para quem está disposto a deixar de lado o pragmatismo dos adultos para embarcar na imaginação infantil e conseguir olhar para o mundo e para as estrelas com outros olhos.

P.S: Que tal ouvir um pouco de Mozart hoje? Afinal, domingo é dia de Mozart. A não ser que esteja chovendo, porque, em dias de chuva, é sempre Billie Holliday.

            

terça-feira, 18 de outubro de 2016

[Dica da Malu] Meu milagre é você


          Hoje vim trazer a resenha de um livro nacional que tive a oportunidade de conhecer através de parceria com a autora, Andreia Nascimento. O romance Meu milagre é você é daquelas histórias simples e leves, que nos cativam e conquistam a nossa pelos protagonistas desde o começo.

            Após um trágico acidente, Callie perdeu os pais e as suas lembranças. Passou por um período difícil em que tentava recuperar suas memórias e reconstruir sua vida, contando com o apoio da avó e do irmão mais velho. No entanto, três anos depois, ela ainda não conseguia se lembrar da sua vida antes do acidente, o que fez com que ela, apesar de ter seguido em frente, nunca superasse uma sensação de vazio.

            Ela encontra conforto na música, estudando para ser produtora produtora e ouvindo as músicas da banda Perfeita Simetria. Quando surge a oportunidade de produzir a banda, Callie não perde a chance de conhecer e agradecer aos músicos que, sem saber, ajudaram em um momento tão difícil da sua. No entanto, não se trata apenas de uma coincidência do destino. Quando conhece o cantor e compositor da banda, Rafael, ele desperta uma sensação de familiaridade, que faz com que sentimentos e memórias esquecidas possam vir à tona.

            Como eu havia dito, trata-se de uma história simples e que flui muito bem. É fácil nos solidarizarmos com a situação de Callie e torcermos para que ela consiga recuperar suas memórias e realmente seguir em frente com a sua vida. Ela é uma personagem forte e, ao mesmo tempo, cativante. Passou por momentos difíceis, mas conseguiu reconstruir sua vida, sem perder a alegria e o jeito doce.

            Os rapazes da banda também são ótimos. Cada um à sua maneira, conquistam o leitor e tornam a história muito mais divertida. Rafael é apaixonante: gentil, atencioso, generoso e romântico, daqueles que conquistam a nossa torcida logo de cara. Mas meu destaque mesmo é o Matt, que, para mim, é o personagem mais engraçado e cativante da história. Ele tem um jeito brincalhão e descontraído, que proporciona muitos momentos divertidos na trama, mas é também um amigo muito leal e que está sempre ao lado de Rafael, independentemente da situação.

            Gostei muito da história e me envolvi com os personagens. Tive apenas duas ressalvas com relação a este livro. A primeira é a que no momento de uma importante revelação, achei um pouco confuso. Não que esteja mal resolvido, mas demorei um pouco a entender como as coisas aconteceram e acho que poderia ser explicado de um modo um pouco mais claro. A outra é que passaram alguns errinhos na edição que, acredito, devem passar por uma nova revisão.

          No entanto, nenhum desses problemas comprometeu a história ou me fez gostar menos. A autora Andreia Nascimento trouxe nesse livro um romance com personagens cativantes, que fazem o leitor se importar com o destino deles. Tanto que realmente gostaria de ler outros livros nesse universo, abordando mais sobre o casal principal e, até mesmo, alguns personagens secundários, como o Matt. Para quem procura uma leitura leve e romântica, Meu milagre é você é uma boa opção.

            O livro está disponível apenas em e-book e pode ser adquirido no site da Amazon através deste link.  

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Especial: Dia das Crianças


Como todos sabem, hoje é comemorado o Dia das Crianças. Claro que esta data não passaria em branco aqui no blog, né? Pensando em relembrar a infância e também a importância de manter um pouco da criança que existe dentro de nós, resolvi fazer um post especial.
Assim, hoje trago uma lista com alguns livros que são protagonizados por crianças, mas que são especiais para se ler em qualquer idade. São histórias tocantes sobre amizade, amor, superação e lealdade, e que mostram a importância de, às vezes, enxergar o mundo com a inocência e a sensibilidade infantil.

A menina que roubava livros, de Marcos Suzak
Sinopse: “A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.
A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público”.
Editora: Intrínseca / Páginas: 480

Os meninos da rua Paulo, de Ferenc Molnár
Sinopse: “A história dos meninos que travam batalhas de vida ou morte nas ruas de Budapeste, no final do século XIX, ainda fascina leitores de várias gerações. Publicado em 1907, este livro projetou mundialmente o húngaro Ferenc Molnár (1878-1952). Está para nascer quem não se identifique com o espírito de amizade e heroísmo presente nesta obra maravilhosamente traduzida por Paulo Rónai. Os garotos da Sociedade do Betume tinham duas importantes tarefas: manter o betume - símbolo da sociedade - sempre molhado, por meio da mastigação, e defender o grund, quartel general onde jogavam péla. Eis que os camisas-vermelhas, desterrados e, conseqüentemente, impedidos de jogar péla, declaram guerra à Sociedade e decidem tomar-lhe o grund. Do líder Boka ao soldado raso Nemcsek, a Sociedade do Betume se organiza para a grande batalha de Budapeste do começo do século. O que era brincadeira de criança transformou-se num belo retrato da infância”.
Editora: Cosac Naify / Páginas: 264


Em algum lugar nas estrelas, de Clare Vanderpool
Sinopse: “Em Algum Lugar nas Estrelas, da autora norte-americana Clare Vanderpool, é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.”
Editora: DarkSide / Páginas: 288

Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling
Sinopse: Harry Potter é um garoto cujos pais, feiticeiros, foram assassinados por um poderosíssimo bruxo quando ele ainda era um bebê. Ele foi levado, então, para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural. Pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais. O menino de olhos verde, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais. A fábula, recheada de fantasmas, paredes que falam, caldeirões, sapos, unicórnios, dragões e gigantes, não é, entretanto, apenas um passatempo.
Editora: Rocco / Páginas: 224

A princesinha, Frances H. Burnett
Sinopse: A princesinha, de Frances Hodgson Burnett (1849-1924), autora também de O jardim secreto e O pequeno lorde, é um dos maiores clássicos da literatura infanto-juvenil de língua inglesa. A obra, já adaptada para o cinema, conta a história de Sara Crewe, uma menina rica que perde tudo quando lhe acontece uma terrível tragédia. Obrigada a trabalhar como empregada, a passar frio e fome, ela continua a preservar sua "nobreza", e assim consegue manter seu orgulho e generosidade.
Editora: Editora 34 / Páginas: 208


       Estes são livros que eu escolhi para homenagear o Dia das Crianças. Espero que vocês encontrem neles a simplicidade e sensibilidade infantil que me encantaram. E se vocês conhecem outros livros que, como esses, trazem uma bela história protagonizada por crianças, me contem aí nos comentários. Feliz Dia das Crianças!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Indicação - Prêmio Dardos 2016

Há cerca de um mês, recebi uma notícia que me deixou muito feliz: o Dicas de Malu foi indicado pelo blog Meu MundinhoQuase Perfeito ao Prêmio Dardos 2016.
Para quem não conhece, o Prêmio Dardos foi criado em 2008 pelo escritor Alberto Zambade, criador do blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. Trata-se de um selo de reconhecimento ao trabalho de cada blogueiro em fornecer informações para os seus leitores, sejam princípios culturais, éticos, literários ou pessoas, por meio da forma como se expressa e de sua criatividade.
Como podem imaginar, fiquei muito feliz por este reconhecimento. Saber que outras pessoas estão se interessando e se identificando com o que eu escrevo aqui no blog é maravilhoso. A leitura é a minha grande paixão e poder compartilhar esse amor com vocês e, quem sabe, incentivar mais pessoas a lerem, tem sido uma experiência incrível.
Assim, agora é a minha vez que indicar outros blogs que preencham os requisitos para participarem do Prêmio Dardos. Escolhi blogs que acompanho e que, cada um à sua maneira, contribuem compartilhando informações e incentivando a leitura e a cultura, de um modo geral.

Regras do Prêmio Dardos:
·        Indicar os blogs que preencham os requisitos acima para receber o prêmio.
·        Exibir a imagem do selo.
·        Mencionar o blog de que recebeu a indicação e pôr o link dele.
·        Avisar aos blogs escolhidos

Blogs indicados:



terça-feira, 4 de outubro de 2016

[Dica da Malu] Por lugares incríveis

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336

Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longo períodos de depressão, o pai violento e apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai para o alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dai, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vive-los.

            “Nunca julgue um livro pela capa”. Aprendi esta lição ao ler Por lugares incríveis, da Jennifer Niven. Quando vi a capa deste livro, achei tão bonitinha e inocente que jamais poderia imaginar que encontraria uma história que me emocionaria tanto.
            Como fica claro pela sinopse, o livro aborda temas muito importantes, mas difíceis, como depressão, suicídio e a dificuldade em seguir em frente depois de perder alguém que amamos. No entanto, apesar de trabalhar questões muito duras, a maior parte da leitura flui bem. Mérito para a autora que teve muita sensibilidade para conduzir a história.
            Os personagens são, sem dúvida, o ponto mais forte desse livro. Temos a oportunidade de conhecer o ponto de vista tanto da Violet quanto do Theodore, pois alguns capítulos são narrados por ele e outros por ela. Assim, a autora deu a chance ao leitor de compreender mais profundamente os sentimentos, as mágoas e os conflitos dos dois protagonistas.
            O Theodore foi um personagem que realmente me cativou e comoveu. Ele é muito problemático e, muitas vezes, é difícil compreender seus sentimentos e o modo como ele se comporta, mesmo tendo a perspectiva dele. No entanto, ele ainda me cativou pelo modo como ele procura cuidar da Violet e fazê-la aproveitar a vida, mesmo ele também estando passando por um momento difícil. A determinação dele em se aproximar dela e realmente se esforçar para começar aquela amizade me conquistou. Além disso, ele tem uma família completamente desestruturada, com um pai agressivo e uma mãe ausente, tornando impossível não se sensibilizar com ele, mesmo que em vários momentos não seja fácil compreendê-lo.
            Já a Violet me cativou pelo seu amadurecimento ao longo da história. No começo ela está muito fragilizada e ainda muito traumatizada pela perda da irmã, então, dá a sensação de que ela é muito mais vulnerável do que o Theodore. Além disso, o modo como ela o trata no começo, preocupada com o que os outros colegas iriam pensar dessa aproximação entre os dois me irrita um pouco. Mas aos poucos começamos a compreender melhor a personagem e os seus traumas, o que me fez admirá-la mais.
            A maior parte da leitura flui muito bem, apesar da complexidade dos assuntos abordados. Faço apenas a ressalva que, em alguns momentos, as ações e as confusões de sentimentos dos personagens me cansaram um pouco e diminuíram um pouco o ritmo da minha leitura. No entanto, isso não chegou a prejudicar e nem diminuiu o meu envolvimento e a minha emoção com a história.
            É preciso destacar a coragem da autora nesse livro. Não é comum ver livros voltados para o público jovem adulto que tragam questões tão polêmicas e tratadas com tanta profundidade. Jennifer Niven conseguiu trazer uma história que, apesar de parecer comum a princípio, é original e impactante. O final é corajoso, porque pode não ser exatamente o que as pessoas esperam ou desejam. No entanto, ele traz reflexões muito profundas e que precisam ser feitas.

            Este com certeza não é um livro fácil, e gostar dele exige uma grande dose de empatia.  Me encantei com esses personagens e me sensibilizei com suas histórias, e, talvez por isso, eu tenha ficado tão abalada ao terminar a leitura. No entanto, este foi o grande mérito do livro para mim: apresentar personagens complexos e em situações difíceis, que conquistam a empatia do leitor e o levam a reflexões muito importantes sobre questões que precisam, de fato, serem discutidas. 

domingo, 2 de outubro de 2016

Novidades da Amazon e 5 livros Jovem Adulto


Hoje vim trazer algumas dicas bem legais para vocês. A primeira delas é a nova páginas da Amazon totalmente dedicada aos livros Young Adults. Lá, é possível encontrar diversos títulos em ebook, divididos por temas (distopias, romances, fantasia, etc) e por autores. Além disso, há uma página para quem deseja ler estes títulos em inglês.
Essa novidade é ótima, pois, ao reunir títulos para o público jovem adulto em uma sessão separada, facilita muito a pesquisa de quem deseja comprar livros deste gênero. Além disso, para quem quer começar a ler em inglês, os livros YA são uma excelente opção, por se tratar de uma escrita mais simples e fácil de compreender.
Então, para quem quiser aproveitar esta nova página da Amazon, trouxe algumas dicas para vocês. São livros tanto para quem já adora livros YA quanto para quem deseja a começar a conhecer este estilo.

As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky.
Editora: Rocco / Páginas: 224
Este é, sem dúvida, um dos melhores livros voltados para o público jovem adulto que eu já li. A história é contada por meio de cartas do protagonista Charlie, um jovem adolescente que se sente deslocado ao iniciar o Ensino Médio e ainda precisa lidar com a morte do melhor e único amigo.
Quando conhece os irmão Sam e Patrick, Charlie vê sua vida mudar, passando por diversos eventos que marcam a adolescência: a descoberta da importância das amizades, o primeiro amor, os problemas com a família, as festas e a busca pela própria identidade. Junto com seus novos amigos e com o apoio de seu professor de literatura, Charlie passa por um processo de mudança e aprendizado que o leva a enfrentar traumas do passado.

Minha vida mora ao lado, de Huntley Fitzpatrick
Editora: Valentina / Páginas: 320
Quando fiz a resenha sobre este livro aqui, comentei o quanto ele me surpreendeu. Mais do que abordar o romance na adolescência, o livro fala muito sobre a importância das relações familiares.
Na história, Samantha Reed é uma jovem que tem tudo: mora em uma casa confortável, estuda em uma boa escola e tem um futuro cheio de oportunidades a sua frente. No entanto, ela sonha com a família que mora na casa ao lado da sua. Contrastando com a organização, a disciplina e a frieza da sua própria casa, a dos Garretts é barulhenta e bagunçada, mas também cheia de vida e amor. Quando conhece Sam, um dos filhos da numerosa família Garrett, Sam ganha a chance de conhecer tudo o que sempre faltou em sua vida.

Uma chama entre as cinzas, de Sabaa Tahir.
Editora: Verus / Páginas:432
Gosta de distopias? Então, não pode deixar de ler “Uma chama entre as cinzas”, da Sabaa Tahir. Com um universo tão brutal quanto fantástico e personagens complexos e interessantes, este livro me prendeu completamente. Além disso, para quem acha que as distopias já estão ficando clichês, esse livro foge do esperado e daquele rótulo de “mais do mesmo”.
Em um mundo onde qualquer atitude considerada desacato ao poder do Império Marcial é punida com a morte, conhecemos Laia e Elias. Ela é uma jovem que, apesar de nunca ter desafiado o Império, vê seu irmão levado preso acusado de traição. Para salvá-lo, ela aceita se tornar espiã para os rebeldes dentro da academia militar do Império, onde servirá como escrava da comandante. Já Elias, é um jovem soldado prestes a ser formar na academia militar. Considerado o melhor aluno, ele é, secretamente, o mais relutante e seu maior desejo é fugir daquele lugar e da opressão do Império. Para saber mais sobre o que eu achei desse livro, a resenha está aqui.

Para todos os garotos que já amei, da Jenny Han
Editora: Intrínseca / Páginas:320
Uma das leituras mais leves e divertidas que fiz esse ano, “Para todos os garotos que já amei”, foi, também, uma das mais surpreendentes. Não por ter um final inesperado ou, pelo menos, uma reviravolta incrível. É que eu esperava encontrar nesse livro mais um livro cheio de estereótipos adolescentes totalmente exagerados e pouco convincentes. No entanto, contrariando minhas expectativas, Lara Jean é uma adolescente totalmente cativante, com dilemas e crises normais da adolescência.
A história começa quando Lara Jean está se preparando para a partida da irmã mais velha que decidiu fazer faculdade em outro país. Tendo perdido a mãe muito cedo, ela via em Margot um porto seguro, além de irmã mais velha e melhor amiga. Como se não bastasse a insegurança por não contar mais com a orientação de Margot e a responsabilidade de cuidar do pai da irmã caçula, Kitty, Lara Jean terá um problema inesperado para lidar: cartas que havia escrito para todos os meninos de quem já havia gostado são misteriosamente enviadas para seus destinatários, fazendo com que ela perca o controle sobre sua vida amorosa e se envolva em uma confusão que não faz ideia de como sair.

Cartas de amor aos mortos, da Ava Dellaira
Editora: Seguinte / Páginas: 344 
Esse foi um livro que mexeu comigo por trabalhar temas muito importantes e difíceis, mas de uma maneira sensível e delicada. Gostei muito da escrita da autora e fiquei realmente sensibilizada com a história contada e com seus personagens.
O livro é composto por cartas escritas por Laurel, uma menina de 16 anos que havia perdido a irmã mais velha em um acidente, para pessoas que ela admirava e já haviam morrido. Por meio delas descobrimos que, sem saber como lidar com a morte da irmã, Laurel havia decidido mudar de escola para se afastar das pessoas que conheciam a ela e a sua irmã.  No novo colégio, a professora pede que os alunos escrevam uma carta para alguém que já tivesse morrido e de onde surge a primeira carta do livro. Laurel não entrega a carta, porém, começa a escrever várias outras onde vai narrando como está sua vida após a morte da irmã, bem como sobre como era a relação das duas antes do acidente e o que de fato aconteceu no dia em que May morreu. Além disso, em cada uma destas cartas conhecemos mais sobre as personalidades para quem Laurel escreve, incluindo Kurt Cobain, Heath Ledger, Janis Joplin e Amy Whinehouse.

           Esses são só alguns de uma grande variedade de títulos disponíveis no site da Amazon. Vocês poderão conferir todos nos links que deixarei abaixo. Mas, antes, não esqueçam de me contar o que acharam desta pequena seleção que fiz e quais destes vocês já leram ou pretendem ler. Também podem me indicar livros Jovem Adulto que vocês gostam e não estão nesta lista. Vou adorar conhecer as sugestões de vocês.

Literatura Jovem Adulto: http://amzn.to/2dntbKy

Young Adult (somente livros em inglês): http://amzn.to/2dCaeCT
Copyright © 2013 | Design e C�digo: Amanda Salinas | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal