quinta-feira, 31 de março de 2016

[Leituras da Malu] Janeiro a Março

Imagem: Paulo Ernesto

Com o fim do mês de março, resolvi compartilhar aqui quais livros eu li no primeiro trimestre de 2016. Nesta lista eu não inclui os livros que reli (Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta), citando apenas as leituras novas. Como não pude fazer a resenha de todos eles, resolvi colocar junto a sinopse e algumas informações técnicas.

O nome do vento – A crônica do Matador do Rei – Primeiro Dia
Autor: Patrick Rothfuss / Editora: Arqueiro / Páginas: 650
Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Resenha aqui

A herdeira – Série A Seleção – Vol. 4
Autora: Kiera Cass / Editora: Seguinte / Páginas: 361
Sinopse:No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi / Editora: Verus / Páginas: 362
Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

Comer, rezar, amar
Autora: Elizabeth Gilbert / Editora: Objetiva / Páginas: 342
Sinopse: Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer, mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico.  Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha. O objetivo de Gilbert era visitar três lugares onde pudesse examinar aspectos de sua própria natureza, tendo como cenário uma cultura que, tradicionalmente, fosse especialista em cada um deles. 'Comer, Rezar, Amar' é a envolvente crônica desse ano. Resenha aqui.

Para todos os garotos que já amei
Autora: Jenny Han / Editora: Intrínseca / Páginas: 160
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar. Resenha aqui.

Um amor de cinema
Autora: Victoria Van Tiem/ Editora: Verus / Páginas: 294
Sinopse: Neste irresistível romance, Kenzi Shaw, uma designer fanática por filmes, é lançada nas águas turbulentas do amor — ao estilo de Hollywood — quando seu lindo ex-namorado lhe propõe uma série de desafios relacionados a comédias românticas para reconquistar seu coração. Que garota não gostaria de vivenciar a cena das compras de Uma linda mulher? É o desafio número dois da lista. Ou tentar fazer os passos de dança de Dirty dancing? É o número cinco. Uma lista, dez momentos românticos de filmes e várias aventuras depois, Kenzi se pergunta: ela deve se casar com o homem que sua família adora ou arriscar tudo por um amor de cinema?

Cidade dos Ossos – Os Instrumentos Mortais – Vol. 1
Autora: Cassandra Clare / Editora: Galera Record / Páginas: 462
Sinopse: Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer.Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. Resenha aqui.

Cidade das Cinzas – Os Instrumentos Mortais – Vol. 2
Autora: Cassandra Clare / Editora: Galera Record / Páginas: 406
Sinopse: No mundo dos Caçadores de Sombras, ninguém está seguro. E agora que Clary descobriu fazer parte do perigoso Submundo, sua vida nunca mais será a mesma. Jace, seu recém-descoberto irmão, está cada vez mais impossível, e não parece medir esforços para enfurecer a todos. E sua atitude de bad boy não ajuda em nada quando, após o roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, a Inquisidora aparece no Instituto para interrogá-lo... Agora Jace é suspeito de ajudar o pai, o perverso Valentim, num plano que vai colocar em risco não só Idris ou o Submundo, mas toda a cidade de Nova York.

Cidade dos Ossos – Os Instrumentos Mortais – Vol. 3
Autora: Cassandra Clare / Editora: Galera Record / Páginas: 474
Sinopse: Em busca de uma poção para salvar a vida de sua mãe, Clary deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras. Mas à medida que se aproxima de Ragnor Fell, o feiticeiro que pode curar a mãe, ela descobre segredos sobre seu passado e o de Jace - e o irmão não hesita em deixar claro que não a quer por perto. Isso Clary já entendeu, ela só não imagina que está prestes a participar de uma batalha épica, na qual Caçadores de Sombras e integrantes do Submundo terão que se unir se quiserem sobreviver.

Star Wars: Marcas da Guerra
Autor: Chuck Wendig / Editora: Aleph / Páginas: 464
Sinopse: O que aconteceu depois da destruição da segunda Estrela da Morte? Qual o destino dos remanescentes do Império Galáctico e dos antigos Rebeldes, agora responsáveis pela fundação da Nova República? Marcas da guerra é o primeiro livro do cânone oficial a mostrar o que acontece depois do clássico Episódio VI: O retorno de Jedi. Nesse novo panorama galáctico, vamos descobrir que a guerra ainda não chegou ao fim... e que os traumas deixados por ela ainda serão sentidos por muitos e muitos ciclos. Resenha aqui.

A Sereia
Autora: Kiera Cass / Editora: Seguinte / Páginas: 328
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez, ela está determinada a seguir seu coração. Resenha aqui.


quarta-feira, 30 de março de 2016

[Especial] Harry Potter e a Câmara Secreta

Autora: J. K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 287

Em fevereiro, eu dei início ao projeto Especial Harry Potter, me propondo a falar todo mês sobre um dos livros da série Harry Potter. Já foi delicioso voltar a esse universo mágico relendo Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas no segundo livro da série, Harry Potter e a Câmara Secreta, a experiência foi ainda melhor.
Neste segundo livro, Harry retornou para mais um ano letivo em Hogwarts, após um verão péssimo com os Dursley. Apesar da alegria inicial por estar retornando ao lugar onde se sente em casa, Harry logo percebeu que seu ano não seria fácil. Além de ter que lidar com as provocações de seu inimigo Draco Malfoy e as implicâncias do professor de poções, Severo Snape, Harry precisou enfrentar um perigo ainda maior: a Câmara Secreta foi aberta e um monstro escondido nela foi libertado, ameaçando todos os alunos nascidos trouxas.
Um dos aspectos que mais gostei de reler esse livro foi observar como J. K. Rowling conseguiu criar um clima de suspense nesse livro, sem perder a magia e a inocência que marcaram o primeiro livro. Apesar da trama ser mais sombria que a do primeiro livro, Harry Potter e a Câmara Secreta é repleto de momentos leves e engraçados, mantendo o clima lúdico e infantil.
Outro ponto positivo de estar relendo a obra é perceber como J. K. Rowling conseguiu amarrar bem as histórias de todos os livros, até nos mínimos detalhes. Muitas coisas que acontecem nesse livro, são importantes para o desenvolvimento dos próximos livros, embora, com certeza, eu não tenha percebido da primeira vez que li.
A cada vez que releio Harry Potter, me encanto com a riqueza do universo criado por sua autora. É impossível não ficar fascinado com os detalhes imaginados por ela, que vão desde feitiços, poções e lugares, até os detalhes do funcionamento da sociedade bruxa, incluindo departamentos do Ministério da Magia. Além disso, é impressionante a facilidade de J. K. Rowling para prender o leitor. Mesmo já conhecendo a história, eu não conseguia parar de ler, me divertindo nos momentos engraçados e ficando tensa nos momentos de suspense.
A única coisa que me incomodou um pouco foi que no começo vários elementos de Harry Potter e a Pedra Filosofal são explicados novamente. Achei que isso atrapalhou, pois tirou um pouco do ritmo da história, além de ser desnecessário, uma vez que ainda é preciso ler o primeiro livro para compreender totalmente a história do segundo.
No entanto, essa foi a única ressalva feita a este livro. Em Harry Potter e a Câmara Secreta, J. K. Rowling mantém todos os aspectos que fizeram de A Pedra Filosofal um sucesso e aprimora ainda mais a sua escrita. Aqui achei que a autora soube construir melhor o clímax de história, sem resoluções apressadas. Além disso, acho que ela soube dosar muito bem o clima mais sombrio com a inocência e a leveza que a idade do seu protagonista requeria.
O que mais me marca dessa experiência é poder sair um pouco da realidade e mergulhar nesse universo mágico criado por J. K. Rowling. Afinal, como disse Dumbledore: “Hogwarts sempre estará lá para ajudar a quem dela precisar”.     

domingo, 27 de março de 2016

[Dica da Malu] A Sereia

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 328

Famosa pela série A Seleção, Kiera Cass reescreveu recentemente outro livro, o seu primeiro romance, A Sereia. Estava com medo de não encontrar nesse livro as mesmas qualidades que vi na série A Seleção e acabar me decepcionando. Para minha surpresa, não só gostei muito do livro, como achei que, em alguns aspectos, a escrita da autora está mais consistente aqui do que nos livros que a tornaram famosa.
A história é toda narrada sob o ponto de vista da sereia Kahlen. Durante o naufrágio do navio em que estava com sua família, ela foi salva pela Água, após implorar que não queria morrer. No entanto, isso vinha com um preço: Kahlen se tornaria uma sereia e, por 100 anos, serviria à Água atraindo pessoas para morrerem no mar. Após 80 anos, ela ainda não havia se acostumado com sua missão, se sentindo culpada pelas mortes que causava. A situação se torna ainda pior quando ela conhece o jovem Aklin e passa a lidar com o conflito entre a vontade de estar com ele e o risco que isso representa para o rapaz.
Sem dúvida, os personagens foram o ponto que mais gostei neste livro, todos apresentam características que conquistam o leitor, além de crescerem ao longo da trama. A protagonista Kahlen é assombrada tanto pela culpa de não ter morrido junto com a família quanto pelas mortes que provocou depois disso. Além disso, ela é uma personagem meiga e generosa, mas também muito forte. Os sentimentos dela são compreensíveis, bem como o medo que ela tem de se envolver com Aklin.
O mocinho Aklin também é muito cativante, sempre atencioso, comunicativo e gentil. O que mais gostei na relação dele e da Kahlen é o fato de que ele vê além da beleza hipnotizante da sereia, ele procura realmente conhece-la, fazendo o possível para superar a mudez dela (Kahlen não falava com ele, pois sua voz é fatal) e se comunicar com ela. Aliás, é justamente o fato de Aklin se importar com ela e com as suas opiniões, que faz Kahlen se apaixonar por ele.
As demais personagens também são bem construídas. As irmãs sereias de Kahlen crescem muito ao longo da trama: Elizabeth que, a princípio, achei fútil e egoísta, demonstra ser uma pessoa de personalidade forte, mas amorosa e muito leal às irmãs; Miaka (minha preferida) é a mais inteligente e talentosa, e se mostrou generosa, atenta às irmãs e muito corajosa; Aisling e Padma aparecem menos na trama, mas ambas são personagens fortes, que tiveram que lidar com muito sofrimento na vida.
A Água é, sem dúvida, a personagem mais ambígua. Ao mesmo tempo que se mostra cruel por obrigar as sereias a cumprir uma missão tão terrível por um século e impor punições severas a elas, a Água demonstra amá-las profundamente. Além disso, ela carrega o peso da eternidade e da culpa pela destruição que provoca. Por esse motivo, é compreensível o amor, muitas vezes sufocante, que ela dedica às suas sereias e o medo que tem de perdê-las, deixando o leitor dividido entre a raiva por suas ações e a pena por sua condição.  

Deste modo, A Sereia foi uma ótima surpresa. Me envolvi com a trama e os personagens, torcendo por eles a cada página. Além disso, Kiera Cass confirmou aqui todos os elementos positivos que eu havia percebido na sua maneira de escrever desde A Seleção.  É uma leitura simples, mas dinâmica e cativante, que torna impossível não se encantar com a história apresentada. 

quinta-feira, 24 de março de 2016

[Das páginas para o cinema] A Série Divergente: Convergente

Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Ansel Elgort, Miles Teller, Naomi Watts, Jeff Daniels, Octavia Spencer
Direção: Robert Schwentke
Ano: 2016/ Nacionalidade: EUA

Essa semana assisti ao filme Convergente, primeira parte da adaptação do último livro da série Divergente, de Verônica Roth. Confesso que, ao final do longa, fiquei com uma sensação de desapontamento. Eu havia gostado bastante dos dois primeiros longas (como falei aqui e aqui), mesmo observando alguns problemas no roteiro, especialmente do segundo. Já este terceiro filme alterou tanto a história do livro, que acabou tornando a trama confusa e, na minha opinião, simplista demais.
O filme começa exatamente no ponto onde Insurgente havia terminado (por isso, recomendo que não continue a leitura caso não tenha assistido os dois primeiros filmes ou lido os livros). Após a revelação do conteúdo da caixa com a mensagem dos criadores de Chicago, as facções foram desfeitas e Jeanine Matthews foi morta. No entanto, o conflito na cidade continua. Evelyn tenta se estabelecer como a nova líder da cidade, mas o seu modo de governar leva a mais divergências, dividindo a população e provocando uma guerra civil.
Enquanto isso, após ouvir a mensagem da caixa, Tris só consegue pensar em descobrir o que há além do muro. Junto com Quatro, Caleb, Peter e Cristina, Tris consegue escapar dos capangas de Evelyn e chegar ao outro lado do muro. O que eles descobrem é um lugar completamente destruído e, aparentemente abandonado. No entanto, eles são resgatados e levados para a cidade de onde tinham saído os fundadores de Chicago, um lugar com grande desenvolvimento tecnológico e aparente prosperidade.
A partir daí tudo se desenvolve de uma maneira rápida, deixando o espectador com a sensação de que falta algo. Tris é convencida a ajudar o líder daquele lugar, David, que garante que as pessoas que viviam em Chicago estavam danificadas e que era preciso ajuda-las para poder restaurar a paz na cidade. Por outro lado, Quatro desconfia imediatamente do comportamento de David, o que leva a um distanciamento entre ele e a Tris.
O principal problema do roteiro, na minha opinião, foi a superficialidade do desenvolvimento da trama, especialmente no período que eles passam na cidade fora do muro. Não fica claro o que aconteceu para destruir o mundo daquela maneira, como é o funcionamento daquela cidade tão mais desenvolvida que o resto (até mesmo do que Chicago), e por que há pessoas que vivem à margem daquilo tudo, em condições de vida aparentemente precárias.
Não que o filme seja de todo ruim, a premissa da história é boa e é possível perceber elementos para criar algo muito mais profundo e complexo. No entanto, o roteiro acabou optando por um desenvolvimento mais superficial da trama, caindo em muitos clichês.
Com relação ao elenco, acredito que todos se enquadram bem para seus personagens, o que ajuda a segurar o filme. Shailene Woodley continua segura no papel de Tris, apesar de um pouco mais apagada nesse longa devido aos problemas do roteiro. Octavia Spencer ganha um pouco mais de destaque nesse filme, o que é ótimo, pois dá a oportunidade de desenvolver mais a sua personagem, Johanna, que havia feito pouco em Insurgente. Mas quem continua roubando a cena é Miles Teller, como o cínico e egocêntrico Peter, que tem alguns dos melhores momentos do filme.
No geral, apesar de não ser um filme ruim, deixa o espectador com uma sensação de que poderia ter sido melhor caso alguns elementos da trama tivessem sido mais desenvolvidos. Em geral, não me incomodo tanto quando as adaptações não seguem fielmente os livros que as originaram, desde que a trama do longa funcione. Infelizmente, não foi o caso de Convergente. Talvez se a história criada por Verônica Roth tivesse sido mais preservada, o filme teria proporcionado uma experiência muito mais complexa e interessante.

terça-feira, 22 de março de 2016

[Dica da Malu] Star Wars: Marcas da Guerra

Autor: Chuk Wendig
Editora: Aleph
Páginas: 408

Finalmente, tive oportunidade de ler um livro do universo expandido da série Star Wars. Sou fã declarada dos filmes, então minha expectativa estava bem alta quando comecei a ler Star Wars: Marcas da Guerra, um dos livros mais elogiados deste universo. De um modo geral, posso dizer que o livro correspondeu muito bem ao que eu esperava.
A trama se passa após os eventos de Star Wars VI: O Retorno de Jedi. Os rebeldes conseguiram destruir a segunda Estrela da Morte, o imperador Palpatine está morto, assim como seu antigo discípulo, Darth Vader, e a Nova República começa a ser construída. No entanto, ainda há pessoas leais ao império, que estão se preparando para reergue-lo. Apesar da vitória dos rebeldes em Endor, a guerra ainda não acabou. Assim, o livro mostra justamente as dificuldades para a implementação da Nova República e os planos daqueles leais ao império para retomarem o poder.
A trama mistura personagens novos com alguns presentes nos filmes, sendo que toda a primeira parte do livro é dedicada a apresenta-los e mostrar como eles se posicionam frente a esse novo cenário da galáxia. Além disso, a maneira como a história é construída ao longo do livro é muito similar a dos filmes, especialmente da trilogia original (episódios IV, V e VI), o que eu considero um aspecto muito positivo. Se trata de uma história nova, com personagens novos, mas que preserva o universo de Star Wars, trazendo para o livro a mesma atmosfera presente no cinema.
Um dos aspectos que mais gostei é que a trama não é centrada em um personagem principal, mas em vários, permitindo que o leitor tenha uma visão mais ampla do que está acontecendo na galáxia. Deste modo, em muitos momentos é possível ver a mesma situação sob perspectivas diferentes, o que deixa a leitura mais interessante.
Outro ponto a ser destacado é a diversidade de personagens, que são diferentes tanto fisicamente quanto em termos de personalidade. Os que têm maior destaque são: o capitão Wedge Antilles, um dos principais pilotos rebeldes, que participou da destruição das duas Estrelas da Morte, a almirante Rae Sloane, que tenta liderar a reconstrução do império, a piloto rebelde Norra Wexley, que se divide entre o desejo de ajudar a Nova República e a culpa por ter abandonado o filho, a caçadora de recompensas Jas Emari, Sinjir Rath Velus, antigo agente imperial, e o jovem e esperto Temmin Wexley (filho de Norra). Independentemente do lado em que lutam, quase nenhum deles é totalmente herói ou vilão, sendo que os motivos que os guiam durante o livro tornam suas ações, se não justificáveis, ao menos compreensíveis.
Por outro lado, o excesso de personagens foi um problema. Apesar de ter achado que o grupo principal foi muito bem desenvolvido, outros personagens que apareceram ao longo da trama foram pouco explorados e, alguns sequer tiveram um desfecho, deixando o leitor sem saber qual a relevância deles. Por se tratar de uma trilogia, pode ser que nas continuações esses outros personagens ganhem destaque e sejam mais desenvolvidos, mas, nesse livro, isso acabou pesando negativamente.
Apesar de inicialmente ter tido uma certa dificuldade em me envolver completamente com a história, a partir da segunda parte a trama ganha um ritmo mais intenso que me prendeu. Além disso, a maneira como Chuck Wendig escreveu preserva a essência da história criada por George Lucas, o que era algo que realmente me preocupava. O meu maior medo era achar que esse livro não se parecia em nada com o universo de Star Wars que eu conhecia. Mas, para meu alívio e alegria, Marcas da Guerra traz os melhores elementos de Star Wars em uma história nova e empolgante. Assim, enquanto os próximos filmes da saga não chegam ao cinema, com toda certeza vou querer ler os outros livros e conhecer mais sobre o universo expandido.


terça-feira, 15 de março de 2016

Dica da Malu: Cidades de Papel

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 366
“Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os elementos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou ter sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi diferente. Meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman” (Cidades de Papel, de John Grenn, página 11)

É assim que começa Cidades de Papel, um livro com uma história bem simples, mas que mexeu bastante comigo. Escrito pelo autor americano John Green (o mesmo de A Culpa é das Estrelas), este livro é narrado sob o ponto de vista de Quentin Jacobsen, um adolescente que nutre um amor platônico pela sua vizinha, Margo. Eles haviam sido amigos na infância, mas à medida que cresceram foram se afastando. No entanto, em uma noite ela aparece na janela dele e o convida para uma aventura.
Obviamente, Quentin (ou Q, como ele prefere) aceita o convite. O que ele não esperava era que no dia seguinte ela iria desaparecer. No entanto, ele encontra pistas que podem levar ao paradeiro dela e, a partir daí, parte com alguns amigos em busca da menina que tanto o fascinava. O que Q não esperava era que quanto mais próximo ficava de encontrar Margo, mais distante ela ficava da imagem que ele tinha sobre ela.
Esse livro me conquistou por vários motivos. O primeiro deles foi a sua trama leve e gostosa de ler. Tem humor, aventura, um pouco de mistério e, claro, romance. Mas todos esses elementos são escritos de uma maneira realista. Os jovens descritos ali parecem adolescentes comuns, vivendo situações comuns, pessoas que poderíamos conhecer em qualquer lugar, o que deixa a história mais verdadeira e interessante.
Outro aspecto que gostei muito foi a maneira como os personagens crescem ao longo da trama. Inicialmente eles são um pouco planos, sem características que os tornem particularmente interessantes. Mas, à medida que história avança, o leitor começa a entendê-los melhor e perceber que eles enfrentam dilemas mais complexos do que se supunha no começo.
Nesse sentido, preciso destacar os dois protagonistas, Quentin e Margo. Aparentemente, ele é um adolescente sem nenhuma característica em particular que o destaque e que nutre uma paixão platônica por sua vizinha, por quem faria qualquer coisa. O que se percebe ao longo da história é que ele é um menino sensível, sonhador, mas também corajoso e leal aos amigos. Apesar de sua fascinação por Margo, Quentin tem sensibilidade suficiente para entender quem ela era por trás da imagem idealizada que ele tinha feito dela, além de uma personalidade forte para saber o que realmente quer para a própria vida.
Com relação à Margo, achei a personagem mais interessante da trama. No início, ela parecia uma menina popular, um pouco enfastiada com a própria vida. Porém, na noite em que ela sai com Q para uma aventura, essa imagem começa a ser alterada. O que se vê é uma menina descrente com a sua vida e com as pessoas que a cercam, especialmente os pais, com quem tem uma relação difícil. Mas é somente durante a jornada de Q para encontrá-la, que é possível entender completamente a Margo, com suas dúvidas e suas expectativas.
“É  uma cidade de papel. [...] Todas aquelas pessoas vivendo suas vidas de papel em suas casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. [...] Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também” (Margo, em Cidades de Papel, p. 68)
Ao longo do livro, são feitas reflexões interessantes, que levam o leitor a questionar seu modo de olhar para a vida e, especialmente, para as outras pessoas. E foi justamente essas observações que o livro me trouxe o que mais me fascinou nessa história, confirmando a admiração que sinto por John Green desde A Culpa é das Estrelas

segunda-feira, 14 de março de 2016

Novos contos do universo de Harry Potter

Quem imaginava que a história de Harry Potter havia sido encerrada com o sétimo livro, estava completamente enganado. Como se não bastasse o filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, a peça Harry Potter and the Cursed Child e a publicação do roteiro desta como o esperado oitavo livro da série, J.K. Rowling anunciou semana passada a publicação de contos inéditos sob o título de History of Magic in North America (História da Magia na América do Norte, em tradução literal).
Esses contos visam preparar o público para o universo que será apresentado no filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, que chega aos cinemas do mundo todo a partir de novembro deste ano. O primeiro conto foi publicado em quatro partes, lançadas no site Pottermore entre os dias 08 e 11 de março. Para quem quiser conferir, a versão em português já está disponível aqui. Mais alguém está ansioso pelos próximos? Eu mal posso esperar para ler mais sobre esse universo mágico.

sábado, 12 de março de 2016

Das páginas para o cinema: Adoráveis Mulheres

Direção: Gillian Armstrong
Elenco: Winona Ryder, Susan Sarandon, Kirsten Dunst, Cristian Bale, Claire Danes
Ano: 1994/ Nacionalidade: EUA

A coluna Das Páginas para o Cinema está de volta e, como esta semana foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, escolhi um filme que traz personagens femininas fortes e independentes. Inspirado no livro Little Women, de Louisa May Alcott, o qual mencionei na lista especial para o dia 8 de março (aqui), Adoráveis Mulheres é uma adaptação extremamente fiel, que traz para o cinema toda a sensibilidade deste clássico da literatura.
O filme se passa durante a Guerra Civil nos EUA. As quatro irmãs Meg, Jô, Beth e Amy ajudam a mãe a lidar com a dificuldade financeira da família enquanto o pai está na guerra. O filme acompanha então a vida dessas quatro jovens que precisam enfrentar, além da saudade do pai e da falta de dinheiro da família, todas as normas que a sociedade impunha para as mulheres, a fim de buscarem seus sonhos.
Apesar de se amarem muito, as irmãs eram muito diferentes: Meg, a mais velha é a mais preocupada com o decoro e as regras sociais; Jô é a mais independente e sonha em ser escritora; Beth é a mais tranquila e não deseja nada além de ter a sua família por perto; já a caçula Amy tem uma personalidade forte e deseja se casar um dia e ser rica. Elas são amparadas pela mãe, a sra. March, que ama as filhas igualmente, aceitando as suas diferenças, e que as encoraja sempre a buscarem seus sonhos.
O que mais me encanta nesse filme (e no livro que o originou), é que ele apresenta mulheres muito diferentes entre si, algumas mais românticas e sensíveis, outras mais práticas e independentes, mas todas elas fortes e admiráveis. Destaco especialmente, Jô, que acaba sendo a protagonista da história. Ela é a que mais destoa dos padrões da sociedade da época: não deseja se casar, a menos que seja por amor, quer ser escritora e ganhar o próprio sustento. Em uma época que as mulheres eram criadas para casar e o mundo da literatura era praticamente totalmente dominado pelos homens, dá para perceber o tamanho do desafio enfrentado por ela, tornando impossível não a admirar. Além disso, ela é uma jovem de opiniões fortes, que não sente medo em expressá-las.
Com relação ao elenco desse filme, a escolha dos atores foi excelente, todos corresponderam ao que eu esperava. Winona Ryder faz ótimo trabalho como Jô March, trazendo toda a força que a personagem pedia e mostrando sua evolução ao longo dos anos. Meg é interpretada por Trini Alvarado, que consegue passar toda a preocupação da jovem com as normas da sociedade e com a opinião de outras pessoas, mas também o amor que sentia pelas irmãs. Kirsten Dunst quase rouba a cena do filme interpretando a irritante, mas divertida, Amy quando criança. A fase adulta de Amy foi vivida por Samantha Mathis, que foi eficiente em mostrar o amadurecimento do personagem, sem perder sua essência. Já Claire Danes é responsável por alguns dos momentos mais bonitos do filme como a sensível Beth.
Além destas atrizes, o filme ainda conta com Susan Sarandon e Christian Bale. Ela interpreta a sra. March, tornando visível em cada cena o amor daquela mãe pelas filhas e a sua força para manter a família bem, enquanto o marido está na guerra. Já Christian Bale dá vida ao impulsivo Theodore Lawrence, um rapaz vizinho da família March, e que se apaixona por Jô, sua melhor amiga.
O filme traz uma história atemporal de amor entre uma família e de jovens que enfrentam circunstancias adversas para realizarem seus sonhos. É uma trama simples, mas sensível e emocionante, auxiliada por boas atuações em personagens que cativam o espectador e conquistam sua admiração. 


terça-feira, 8 de março de 2016

Especial: Dia Internacional da Mulher

Hoje, dia 08 de março é comemorado no mundo todo o Dia Internacional da Mulher. Esta data foi estabelecida não só para homenageá-las, mas, principalmente, como uma forma de reivindicação pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Como forma de celebrar a data, resolvi trazer indicações de dez livros que apresentam personagens femininas marcantes. Em cada um deles, é possível encontrar representações de mulheres fortes, determinadas, sensíveis, que enfrentam dificuldades impostas pela sociedade em que vivem, se mantendo firmes em seus ideais e lutando por seus objetivos. Personagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos inspiram.

1 – Jogos Vorazes, de Suzane Collins.
Quando pensei nessa lista, o primeiro livro que me veio à mente foi Jogos Vorazes. O livro conta com várias personagens femininas fortes e corajosas, mas a protagonista Katniss Everdeen é, sem dúvida, a mais marcante. Uma jovem que cuida da mãe e da irmã após a morte do pai, é levada para lutar nos Jogos Vorazes ao se voluntariar para proteger a irmã e acaba levando à uma revolução no seu país. Apesar do universo fantástico em que se passa a trama, é impossível não perceber a força da personagem e o quão inspiradora ela é: uma jovem corajosa, que defende as pessoas que ama e se mantém fiel aos seus ideais, mas que também tem fragilidades, como qualquer ser humano. Katniss é, sem dúvida, uma grande representante das mulheres no mundo da literatura.
2 – Little Women, de Louisa May Alcott.
Este livro traz não apenas uma, mas cinco personagens femininas fortes: as quatro irmãs Meg, Jo, Beth e Amy, e sua mãe, a Sra. March. Jô, em especial, é uma personagem incrivelmente forte. O livro traz a história de uma mãe que, com suas quatro filhas, passa por graves dificuldades financeiras enquanto o marido está na guerra. Além disso, a mais intelectualizada delas, Jô, sonha em ser uma grande escritora, mas enfrenta o preconceito de uma sociedade, onde o único objetivo de vida aceitável para uma mulher era se casar.
3 – Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.
A sra. Benneth tem cinco filhas, as quais deseja ver casadas o mais brevemente possível. Uma delas, no entanto, contraria a vontade da mãe e se mantém firme no propósito de só se casar caso esteja realmente apaixonada. Apesar das dificuldades financeiras da família, Elizabeth não se deixa intimidar por pessoas de posição social mais elevada que a dela e não é seduzida por propostas de casamento consideradas vantajosas, mas que vinham de homens que ela não amava e nem respeitava. É uma personagem de personalidade forte e que contraria os padrões da sociedade da época, se mantendo firme em suas convicções.
4 – A menina que roubava livros, de Mark Suzak
Centrado na Alemanha do século XX, durante os anos da Segunda Guerra Mundial, o livro tem como protagonista a menina Liesel Meminger, que é levada para viver com uma família adotiva, pois sua mãe, que era comunista e, portanto, perseguida pelo governo hitlerista, não poderia mais criá-la. A história conta como Liesel escapou da morte três vezes, entre os anos de 1939 e 1943, e tudo que aconteceu com ela neste período. A menina é uma personagem inteligente, cativante e justa, que enfrenta várias adversidades ao longo da trama e se torna uma jovem corajosa e forte.
5 – A casa das sete mulheres, de Letícia Wierzchowski.
O romance conta a história da família de Bento Gonçalves, cujos homens vão lutar durante a Revolução Farroupilha, enquanto as mulheres permanecem na estância da família. A trama é centrada em sete mulheres da família, que foram isoladas na instância da família para serem protegidas das batalhas, mas que, com o prolongamento do conflito, tiveram suas vidas afetadas.
6 – Millenium: Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson.
O primeiro livro da trilogia Millenium tem como um de seus protagonistas a jovem Lisbeth Salander, uma das personagens mais fortes e interessantes da literatura recente.  Lisbeth, uma hacker excepcional, extremamente inteligente e observadora, é contratada para investigar, junto com o jornalista Mikael Blomkvist, o mistério sobre o desaparecimento da herdeira de um império industrial na Suécia, a jovem Harriet Vanger. Ela havia desaparecido vários anos antes e todos a julgavam morta, com exceção de seu tio, que não estava disposto a parar de investigar até descobrir o que realmente apareceu.
7 – Divergente, de Veronica Roth.
Primeiro livro da trilogia, a história deste livro se passa em uma Chicago do futuro, onde as pessoas foram divididas em cinco facções: Audácia, Abnegação, Erudição, Amizade e Franqueza. A protagonista, Beatrice Prior (Tris), cresceu na Abnegação, mas ao se submeter ao teste de que deveria indicar em qual fação ela passaria o resto da vida, ela descobre ser Divergente, ou seja, ter aptidão para mais de uma facção. Beatrice decide, então, deixar a Abnegação, que é onde ela estaria mais segura, e se arriscar indo para a Audácia, onde poderia ser quem desejava.
8 – Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Um dos maiores clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro traz entre os personagens principais, Capitu, uma personagem forte, complexa e enigmática. A trama é narrada pelo personagem-título, Dom Casmurro, cujo verdadeiro nome é Bentinho. Ele conta a sua vida desde a adolescência até a velhice, mas se concentra principalmente em seu romance com Capitu e na amizade com Escobar. Após viverem felizes por algum tempo após se casarem, um acontecimento muda a vida deles e faz com que Bentinho comece a desconfiar a fidelidade de Capitu, suspeitando de que ela o traía com Escobar.
9 – Harry Potter
A série, escrita pela britânica J.K. Rowling, apesar de ter como protagonista o menino bruxo, traz diversas personagens femininas fortes e complexas. A trama gira em torno de Harry Potter, um garoto que aos onze anos descobre ser um bruxo e que seus pais foram assassinados por um bruxo das trevas, Voldemort. Ao longo do livro, Harry enfrenta vários desafios e, em todos, conta com a ajuda de Hermione Granger, uma jovem bruxa inteligente e estudiosa, mas que, acima de tudo, valoriza a amizade e está sempre disposta a se arriscar para proteger aqueles que ama. Além de Hermione, outras personagens femininas têm papel importante ao longo da história, como a Professora Minerva McGonagall, Gina Weasley, Luna Lovegood e Ninfadora Tonks.
10 – Eu sou Mala, de Malala Yousafzai e Christina Lamb.

O livro autobiográfico de Malala Yousafzai, uma menina que desafiou o Talibã e lutou por seu direito à educação. Perseguida por lutar contra às ordens de que meninas não poderiam estudar, Malala foi baleada quando voltava da escola, em outubro de 2012. Ao se recuperar, ela deixou o Paquistão, seu país de origem, e se tornou símbolo global da luta pela educação para todos, independentemente do gênero, e pela igualdade de direito entre homens e mulheres. O livro conta a trajetória de Malala, as dificuldades de sua vida no Paquistão sob o regime Talibã e sua luta pelo seu direito, e de outras meninas, a estudar. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Lançamentos de Março

Março está aí e, com o novo mês, chegam também vários lançamentos das editoras. E como nenhum bom leitor aceita ficar por fora das novidades que chegam nas livrarias, separei alguns livros que são esperados para esse mês. Tem muita coisa bacana.

Editora Rocco:
Jovens de Elite, de Marie Lu: Da autora da aclamada trilogia Legend, Jovens de Elite alcançou a lista dos mais vendidos do The New York Times e vem obtendo excelente repercurssão entre o público e a crítica. Mais informações aqui.
Anna e o Homem das Andorinhas, de Gavriel Savit: Destinado a se tornar um clássico, o romance de estreia de Gavriel Savit mostra a improvável amizade entre um homem misterioso e uma menina, num mundo devastado pela guerra. Mais informações em: http://www.rocco.com.br/livro/?cod=2714
Timmy Fiasco: Olha só o que você fez, de Stephan Pastis: O melhor detetive da cidade está de volta, e prestes a desvendar o caso mais importante de sua carreira, no segundo livro da hilariante série do cartunista Stephan Pastis. Mais informações aqui.
Companhia das Letras:
Para poder viver, de Yeonmi Park: Em narrativa memorável, a jovem norte-coreana conta como escapou de uma das mais sanguinárias ditaduras do planeta.
Editora Seguinte:
A profecia do pássaro de fogo, de Melissa Grey: No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que os esconde de todos os humanos… menos de uma adolescente chamada Echo.
Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua tutora, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre…
Editora Verus
Livro de Marcar Filmes (Increase Consultoria Literária, org): Muito mais do que uma simples lista de recordações, o Livro de Marcar Filmes traz sugestões e também propostas que vão agitar os fãs de cinema! Mais informações em: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=29124
O primeiro último beijo, de Ali Harris: O primeiro último beijo conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderia prever... Esta história comovente, bem-humorada e profundamente tocante mostra que o amor pode ser enlouquecedor e frustrante, mas também sublime. Na mesma tradição de P.S. Eu te amo e Um dia, O primeiro último beijo vai fazer você suspirar e derramar lágrimas com a mesma intensidade. Mais informações aqui.
Editora Sextante
Psi-Q, de Ben Ambridge: Em Psi-Q, Ben Ambridge nos mostra o que os experimentos conduzidos nas universidades mais prestigiosas do mundo revelam sobre nós mesmos, traduzindo para uma linguagem fácil, acessível e divertida os conceitos mais básicos da psicologia. Mais informações aqui

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dica da Malu: Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 459

Quando terminei de ler Cidade dos Ossos, primeiro volume da série Instrumentos Mortais, a única coisa que conseguia pensar era: Por que não li esse livro antes? O livro, da escritora Cassandra Clare, me prendeu da primeira à última página e me deixou realmente ansiosa para ler suas continuações.
O livro traz a história Clarissa Fray, uma adolescente de quinze anos que vive com a mãe em Nova York. Em uma noite, aparentemente, normal, em que ela estava em uma boate com seu melhor amigo, Simon, Clary presencia um assassinato. No entanto, apenas ela conseguia ver a suposta vítima e seus assassinos.
O fato de que ela conseguisse ver o que estava acontecendo faz com que eles também se surpreendam. Jace, um rapaz pouco mais velho que Clary e com cara de anjo, explica a ela que eles são Caçadores de Sombras: guerreiros responsáveis por proteger a terra das criaturas do submundo (demônios, vampiros, lobisomens, entre outros). Pessoas normais, “mundanas” como Jace as chama, não são capazes de ver os caçadores de sombra nem as criaturas sobrenaturais. No entanto, Clary conseguiu vê-los naquela noite e, a partir de então, sua vida mudou.
Uma das coisas que me chamou a atenção nesse livro é o modo como o universo é apresentado. Ao contrário da maioria das fantasias, a história aqui não se passa em um mundo totalmente mágico, mas mistura elementos sobrenaturais com elementos reais. Essa combinação de mundo real e fantasia foi feita de uma maneira convincente que permite ao leitor se envolver realmente com a história.
Esse foi o primeiro livro da Cassandra Clare que eu li, e gostei muito do estilo da autora. A história é muito dinâmica e cheia de reviravoltas que surpreendem e deixam ansioso pelo que vai acontecer a seguir. Além disso, acho que a autora consegue transmitir a emoção adequada para cada momento da trama, especialmente nas partes de ação, onde o leitor fica realmente tenso e preocupado com o destino dos personagens.
Falando nisso, outro aspecto que gostei muito nesse livro foi o modo como os personagens foram sendo construídos ao longo da história. Eles começam muito planos, com uma caracterização muito superficial. No entanto, a medida que a história avança, outros elementos da personalidade de cada um vão sendo apresentados, tornando-os mais complexos e interessantes.
A história tem ainda um triângulo amoroso entre Clary, Jace e Simon. Confesso que não gostei muito desta parte, por ter um preferido entre um dos rapazes e não ter muita paciência com o outro. No entanto, vejo como positivo o fato de que esse triângulo não é um aspecto central na trama, ficando em segundo plano.
Ao longo da leitura, percebi que foram incorporados alguns elementos de outras fantasias, em especial, Harry Potter e Crepúsculo. No entanto, ao contrário de outras histórias que já fizeram isso, Cidade dos Ossos não soa como uma cópia dessas obras. Ao contrário, a autora traz esses elementos de uma maneira natural, sem soar como um plágio ou uma releitura. Além disso, ela traz aspectos novos e igualmente interessantes, criando um universo realmente envolvente.
A série Instrumentos Mortais não poderia ter um começo melhor do que Cidade dos Ossos. Aliás, não é sem motivos que o livro conta com fãs no mundo inteiro e já ganhou duas adaptações, uma para o cinema e outra em uma série do Netlix. Se antes eu me perguntava por que as pessoas falam tanto dos livros de Cassandra Clare, hoje eu entendo perfeitamente. A autora criou um universo fascinante, que me prendeu durante toda a leitura e me deixou ansiosa pelos próximos.  Por este motivo, em breve, vocês podem esperar a resenha do segundo volume, Cidade das Cinzas

quarta-feira, 2 de março de 2016

Vontade de ler x Falta de Tempo

Ler é maravilhoso, não é? Abandonar um pouco a realidade para descobrir novos lugares e pessoas. Mas, e quando a rotina e os compromissos do dia-a-dia começam a atrapalhar esse hábito? Com a falta de tempo, cada vez mais pessoas vão abandonando a leitura. No entanto, não precisa ser assim. Pensando nisso, resolvi compartilhar alguns hábitos que eu tenho adotado que me ajudam a ler mesmo com a correria do dia-a-dia.

1 – Organizar todas as atividades que eu tenho para fazer no dia
            Quando não definimos exatamente as coisas que realmente precisamos fazer, fica fácil enrolar e deixar muitos compromissos acumularem e não sobrar tempo para mais nada. Nesse sentido, a organização é fundamental para conseguirmos encontrar espaço para outras atividades, como a leitura. Eu sei que não é fácil, principalmente para quem tem dificuldade em manter uma rotina disciplinada (como eu, por exemplo), mas acho que é um esforço que vale a pena.
 2 – Definir um horário para ler.
            Seguindo a linha da dica anterior, quando organizamos nossas atividades fica mais fácil reservarmos um tempinho para ler. Ter um horário definido, ajuda a criar o hábito de leitura. Por exemplo, quando você começa a se esforçar para ler antes de dormir, aos poucos aquele momento do dia vai ficando reservado para isso.
3 – Aproveitar horários que são perdidos com outras coisas
            Sabe quando você fica horas olhando o feed de notícias do Facebook sem estar realmente interessado em nada, mas só continua porque não tem mais nada para fazer? Pois é, esse é um momento excelente para largar um pouco as redes sociais e pegar um livro para ler.
Além disso, sempre tem aqueles momentos quando você está esperando para ser atendido no médico ou nas filas intermináveis no banco. Ao invés de ficar conferindo as redes sociais, por que não aproveitar essas ocasiões para ler? Basta manter sempre um livro na bolsa ou um aplicativo de leitura no celular.
4 – Metas de leitura
            Definir alguns livros que você quer ler dentro de um período de tempo pode ser muito útil. Algumas vezes temos muitas opções e não sabemos por onde começar, ou simplesmente deixamos a preguiça vencer e vamos deixando os livros para depois. Estabelecer alguns livros como meta funciona como estímulo para se manter lendo.
            Para organizar minhas metas eu uso o Skoob. Lá eu defino os livros que já li, que quero ler e os que estou lendo, vou marcando meu histórico de leitura para poder acompanhar o progresso e ainda tenho acesso a resenhas e avaliações sobre os livros.
5- Livro de marcar Livros
            Quando descobri o Livro de Marcar Livros, da Editora Verus em parceria com a Increase, não imaginei que ele seria tão útil para mim. Ele funciona como um diário de leitura e, não só tem me ajudado a manter os registros dos livros que eu li e que ainda quero ler, como me oferece um espaço para escrever observações sobre eles e avaliar o quanto gostei. Além disso, tem alguns desafios que me ajudam a descobrir livros novos e sair um pouco dos gêneros que eu estou acostumada.
             Aqui tem um vídeo feito pela idealizadora do Livro de Marcar Livros onde ela explica mais sobre o projeto, como surgiu a ideia e como funciona. 
Observação: Para os cinéfilos de plantão, a Editora Verus anunciou o Livro de Marcar Filmes, que também funciona como um diário, só que de filmes. Ele estará disponível nas livrarias esse mês e eu mal posso esperar para garantir o meu. Assim que tiver, eu faço uma resenha aqui no blog comentando o que achei. 
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