domingo, 28 de fevereiro de 2016

Das páginas para o cinema: Sherlock Holmes

Diretor: Guy Ritchie
Elenco:  Robert Downey Jr, Jude Law, Mark Strong, Rachel McAdams
Ano: 2009/ Nacionalidade: EUA, Reino Unido

Para a coluna Das páginas para o cinema de hoje, escolhi um filme que não é a adaptação de um livro específico, mas de um personagem marcante da literatura: Sherlock Holmes. O famoso personagem de Sir Arthur Conan Doyle conta com diversas versões para o cinema e para a televisão, incluindo a recente série da BBC, mas escolhi para hoje o filme de 2009 dirigido pelo cineasta Guy Ritchie.
O filme tem uma história original, mas que preserva as características dos livros de Conan Doyle. O ambiente da era vitoriana e o clima de suspense foram mantidos, bem como a essência dos personagens principais.
Na trama, Sherlock Holmes e seu inseparável amigo, o Dr. Watson, estão trabalhando em seu último caso juntos, já que o médico está prestes a se casar. Quatro jovens já haviam sido assassinadas em um ritual macabro, quando os dois descobrem o responsável pelos crimes, Lorde Blackwood, e impedem que ele mate uma quinta vítima. Blackwood é, então, preso e condenado à forca, porém, dias após sua suposta morte, é visto deixando seu túmulo. A partir daí, Holmes e Watson vão investigar o que de fato aconteceu, enquanto o famoso detetive é atormentado por uma antiga paixão, a golpista Irene Adler.
Sherlock Holmes foi interpretado nesse filme pelo brilhante Robert Downey Jr, que, mesmo sendo fisicamente muito diferente da descrição do personagem nos livros, consegue convencer o público. Apesar do tom do personagem, e do filme como um todo, ser um pouco mais cômico do que os livros de Sir Arthur Conan Doyle, ainda é possível perceber a essência do personagem. O Sherlock Holmes de Downey Jr traz a inteligência, a excentricidade, o alto poder de observação e o cinismo do personagem original.
Nesse sentido, o dr Watson de Jude Law também não decepciona. Assim como o intérprete de Sherlock Holmes, Jude Law também é fisicamente muito diferente do personagem que interpreta, mas se encaixa bem no papel, trazendo o bom senso e a praticidade que marcam Watson nos livros. Além disso, é inegável como a interação entre os dois atores funciona bem, trazendo para o cinema a mesma parceria e cumplicidade que ficaram famosas nos livros.
O filme tem uma história dinâmica, que envolve o espectador desde o começo. Contribui muito para isso as sequências em que a perspicácia de Sherlock Holmes é associada a sequências de ação divertidas e inteligentes. Além disso, trilha sonora marcante ajuda a conferir dinamismo para o filme, passando para o público o clima de mistério e de aventura da trama.
Essa pode não ser a adaptação mais fiel à obra de Sir Arthur Conan Doyle, mas é, sem dúvida, uma boa apresentação do famoso detetive, especialmente para conquistar um público que ainda esteja familiarizado com os livros. O filme recria com competência o clima do período vitoriano das histórias de Sherlock Holmes e mantém a essência do seu protagonista, embora com um toque irreverente de Robert Downey Jr.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Especial: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autora: J.K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 263
Este é um ano muito especial para os fãs de Harry Potter. Não só será lançado em novembro o filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, adaptação do livro homônimo, como em julho estreará em Londres a peça Harry Potter and the cursed Child, cujo roteiro será publicado como o tão aguardado oitavo livro da série. Pensando nisso, resolvi entrar no clima deste universo mágico criado por J. K. Rowling e fazer um especial sobre Harry Potter. Assim, todo mês publicarei uma resenha sobre um dos livros da série.
Para começar, vou falar de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Publicado na Inglaterra em 1997, o primeiro livro da série conquistou o mundo com a história do menino que descobriu no seu aniversário de 11 anos que era, na verdade, um bruxo. 
Para quem não conhece a trama, Harry foi deixado ainda bebê na casa de seus tios, os Dursley, após a morte de seus pais. Quase dez anos depois, Harry começa a receber cartas que o tio o impede de ler. Até que, no dia do seu aniversário, o gigante Rubeo Hagrid consegue fazer com que o menino receba a carta. Nela, está escrito que Harry possui uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A partir daí, Harry descobre a verdade sobre seu passado.
Reler esse livro foi uma experiência maravilhosa e interessante. A série Harry Potter marcou minha infância e adolescência, mas ler agora, com um olhar mais crítico, me permitiu prestar mais atenção nos detalhes e perceber aspectos que não tinha notado antes.
O que mais me chamou a atenção foi ver o modo como, já nesse primeiro livro, J.K. Rowling deixou uma base sólida para o que a série se tornaria. Ela foi apresentando aquele mundo mágico aos poucos, trazendo novas descobertas a cada página. O leitor vai mergulhando naquele universo junto com Harry. Contribui para isso o fato da história ter como foco a perspectiva do Harry, apesar de ser narrada em terceira pessoa, o que transmite para o leitor todo o fascínio do menino com as novidades do mundo apresentado.
Aliás, impressiona a riqueza de detalhes da obra criada por J. K. Apesar de Harry Potter e a Pedra Filosofal ser o livro mais simples da série, já é possível perceber nele como o universo que ela criou é fantástico. A autora descreveu em detalhes todo o funcionamento daquele mundo, incluindo moedas, esportes, animais e feitiços, fazendo com que o leitor se sentisse realmente parte dele.
Por outro lado, ao reler o livro também percebi alguns problemas. Apesar de funcionar muito bem na apresentação daquele universo mágico, não gostei do ritmo que a história foi desenvolvida em algumas partes. Senti que momentos importantes foram resolvidos muito rapidamente, sendo que poderiam ter sido mais desenvolvidos e aprofundados. Em especial, destaco o momento em que Harry descobre ser um bruxo e a parte do clímax, pois em ambas ficou a sensação de um desfecho um pouco abrupto, que não causou um grande impacto no leitor.
No entanto, é importante levar em consideração o fato de que este foi apenas o primeiro livro e que a autora foi desenvolvendo e aprimorando sua escrita ao longo da série. Além disso, a trama dele é mais simples e com um tom bem infantil. Isto ocorre porque a história acompanha a perspectiva de Harry, que neste livro é ainda uma criança. Assim, à medida que ele vai crescendo, seus desafios se tornam maiores e a história fica mais complexa.
De modo geral, pude entender melhor o motivo por esse livro ter me cativado tanto. Me lembro de ter ouvido algumas pessoas dizendo que Harry Potter seria só uma febre passageira de uma geração de adolescentes e que não duraria mais do que uns cinco anos. No entanto, isso não aconteceu. Ainda hoje, dezenove anos depois da publicação do primeiro livro e nove do último, a paixão por essa série não diminui. Ao contrário, Harry Potter continua influenciando novas gerações de leitores pelo munto todo. Isso se deve ao talento e à criatividade de J. K. Rowling, que criou um universo rico e envolvente, escrito de uma maneira que permitiu ao leitor se sentir como se fizesse parte dele, como se estivesse vivendo todas aquelas aventuras junto com Harry, Ron e Hermione. E esse fascínio não deve acabar tão cedo. 



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Dica da Malu: O Doador de Memórias

Autora: Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
As distopias estão na moda, tanto na literatura quanto no cinema. No entanto, esta não é uma ideia recente. A minha dica de hoje é uma prova disso. Publicado em 1994, o livro O Doador de Memórias, da escritora Lois Lowry, apresenta uma sociedade que aparentemente é utópica, mas, na verdade, se trata de um futuro pós-apocalíptico.
Neste universo que parece ser ideal, não existe sofrimento, dor, guerra ou desigualdade. As pessoas são totalmente conformadas com suas vidas e com a função que desempenham. No entanto, também não há emoções verdadeiras, nem sentimentos como amor e alegria. Além disso, apenas o presente é conhecido. O passado é ignorado por quase todos, exceto o Doador. Ele é encarregado de guardar todas as memórias do mundo, a fim de poupar as outras pessoas do sofrimento, mas manter a sabedoria para conduzir a sociedade em momentos difíceis.
Aos doze anos, todas as crianças são designadas para a profissão que deverão exercer. Jonas, o protagonista da história, é o escolhido para ser o próximo guardião. Ele passa a ser orientado, então, pelo Doador atual para a nova função. No entanto, a medida que vai seguindo com seu treinamento, Jonas conhece a realidade sobre aquele o mundo e percebe como o modo de vida daquela sociedade aparentemente perfeita era cruel e opressor.
Comparado com outras distopias, como Jogos Vorazes e Divergente, o universo criado por Lois Lowry parece ser mais simples. Inicialmente, não há desigualdade, nem um governo opressor e as pessoas não são divididas em facções. Aquela parece ser uma sociedade pacífica e sem problemas. No entanto, é justamente na simplicidade deste mundo retratado que são feitas importantes reflexões.
Como classificar aquele universo como um modelo de vida ideal, se as pessoas são privadas de suas emoções? É justificável, para manter a ordem e a paz na sociedade, privar as pessoas do que as torna humanas? É possível dizer que esse é um mundo mais justo se as pessoas são privadas de sua liberdade de sonhar, de sentir e de pensar por conta própria? Foram essas questões que mais me cativaram ao ler este livro.
Outra coisa que gostei é o fato de ser narrado em terceira pessoa. Tem sido cada vez mais comum o uso de narrador-personagem para contar uma história. Porém, em muitos casos, isso me incomoda por limitar o desenvolvimento dos demais personagens e do universo em que a trama se situa. Assim, o modo como O Doador de Memórias é narrado me agradou muito, pois deu uma visão mais completa da história, sem ficar limitado à visão do protagonista.
A história começa em um ritmo mais lento, mas se torna mais dinâmica à medida que o treinamento de Jonas avança e ele começa a questionar aquela realidade. Gostei da escrita de Lois Lowry, especialmente o modo como o  leitor vai conhecendo a realidade daquela sociedade junto com Jonas, à medida que ele avança em seu treinamento. E é a partir das descobertas dele sobre o passado, que começam os questionamentos sobre a “perfeição” daquele modo de vida. Assim, fica fácil para compreender a decepção e a angústia do garoto. 
Com um desfecho totalmente envolvente, O Doador de Memórias deixa o leitor ansioso por sua continuação. Felizmente, o segundo livro da série, A Escolhida, já está disponível no Brasil desde 2014, também publicado pela Editora Arqueiro. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Das páginas para o cinema: Razão e Sensibilidade

Diretor: Ang Lee
Elenco: Emma Thompson, Kate Winslet, Alan Rickman, Hugh Grant, Greg Wise
Ano: 1996/ Nacionalidade: Reino Unido, EUA.

O clássico Razão e Sensibilidade, de Jane Austen, já ganhou diversas adaptações, sendo a mais famosa delas o filme homônimo de 1996. Dirigido por Ang Lee, este filme ganhou diversos prêmios, incluindo dois Globos de Ouro (Melhor Filme de Drama e Melhor Roteiro) e o Urso de Ouro no Festival de Berlim, além de ter tido sete indicações ao Oscar, vencendo por melhor roteiro adaptado.
Assim como no livro, a trama gira em torno das jovens irmãs Dashwood, Elinor e Marianne, que, apesar de se amarem muito, não poderiam ser mais diferentes uma da outra. Enquanto Elinor é mais reservada e prática, Marianne não esconde suas emoções, agindo sempre guiada mais por elas do que pela razão. A vida das duas muda quando seu pai morre e o filho dele do primeiro casamento praticamente ignora a promessa que havia feito de que cuidaria delas.
Assim, Elinor e Marianne precisam se mudar com a mãe e a irmã caçula, pois a propriedade onde elas moravam agora fora ocupada por seu meio-irmão e a cunhada. Elinor havia se aproximado do irmão da cunhada, Edward Ferras, mas, com a mudança, eles acabam se afastando. Na nova casa, as senhoritas Dashwood são apresentadas a uma nova vizinhança, e Marianne logo desperta a atenção do coronel Brandon, mas o despreza por ser bem mais velho que ela e um homem muito sério. É o jovem e divertido John Willoughby que conquista o coração dela primeiro. O filme segue, então, acompanhando o desenrolar das histórias dessas duas irmãs e como elas lidam, cada uma a sua maneira, com seus sentimentos.
No que se refere ao roteiro, esta adaptação foi bastante fiel ao livro. Não foram cortadas ou alteradas muitas partes do clássico de Jane Austen e a essência da história foi captada com perfeição. É possível ver o amor naquela família, mas também os conflitos causados pela diferença de temperamento entre Marianne e Elinor.
Com relação às atuações, senti que Emma Thompson e Hugh Grant destoaram muito do restante do elenco. Ele parece não se enquadrar muito bem em um filme de época, não conseguindo passar muita naturalidade ao seu personagem, Edward. Já Emma Thompson, apesar da profunda admiração que sinto por ela, simplesmente não me convenceu como Elinor. Primeiro, pelo fato de que, fisicamente, ela é muito diferente da jovem de dezenove anos descrita no livro. Segundo, que sua relação com o personagem de Hugh Grant ficou muito forçada, sendo difícil acreditar no amor dos dois.

Por outro lado, destaco positivamente Kate Winslet no papel de Marianne, e o brilhante (e saudoso) Alan Rickman como o coronel Brandon. Ela trouxe todo o romantismo e a impulsividade da personagem escrita por Jane Austen. Enquanto ele, é exatamente como eu havia imaginado ao ler o livro. Um homem triste por seu passado, mas que é gentil, atencioso e nobre, e que continua se preocupando com a felicidade de Marianne, apesar do desprezo dela. 
Razão e Sensibilidade é um bom filme, com um roteiro muito fiel ao livro que o originou, uma fotografia lindíssima e uma direção competente de Ang Lee. Além disso, os figurinos e os cenários constroem com perfeição o ambiente de época. E mesmo que as atuações de Emma Thompson e Hugh Grant prejudiquem um pouco, Kate Winslet e Alan Rickman estão tão seguros e adequados em seus personagens que, para mim, sustentam o filme.


Primeiro trailer da adaptação do livro "O escaravelho do diabo"

A adaptação do livro O escaravelho do diabo, da escritora mineira Lúcia Machado de Almeida ganhou o primeiro trailer. O filme, que conta com  Marcos Caruso, Jonas Bloch e Selma Egrei, gira em torno da tentativa de desvendar o mistério de uma série de assassinatos que vinha ocorrendo, onde cada vítima recebia um escaravelho antes de morrer. Saiba mais aqui.
Assista ao trailer:


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dica da Malu: Para todos os garotos que já amei

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 160
Escolhi para a resenha de hoje um livro que li recentemente e adorei: Para todos os garotos que já amei, da escritora Jenny Han. Confesso que quando peguei esse livro não tinha uma expectativa muito alta, achei que seria mais um romance comum voltado para o público adolescente. No entanto, acabei sendo surpreendida em vários aspectos e me encantei com a história e os personagens.
O livro conta a história de Lara Jean, uma adolescente de 16 anos muito ligada às suas duas irmãs, Margot, a mais velha, e Kitty, a caçula. Apesar de ter perdido a mãe muito jovem, Lara Jean tem uma vida normal e tranquila até que dois acontecimentos mudam tudo. Margot, que sempre tinha sido como um porto seguro para ela, se muda para a Escócia onde irá fazer faculdade e, agora, caberá a Lara Jean desempenhar o papel de irmã mais velha e cuidar do pai e de Kitty. Enquanto isso, cartas que ela tinha escrito para todos os garotos que já havia amado são misteriosamente enviadas para eles, bagunçando ainda mais a vida dela.
Uma das coisas que mais gostei neste livro é que Jenny Han não cai nos estereótipos das personagens adolescentes. Em muitos livros voltados para esse público, alguns traços da adolescência como a insegurança, a dúvida e a impulsividade são reforçados de uma maneira exagerada, tornando-os quase caricatos. Não é o caso deste livro. Os personagens aqui são naturais, assim como a maneira que se relacionam, e os dilemas enfrentados não soam forçados.
Livros narrados em primeira pessoa, geralmente, me deixam com o pé atrás, porque as protagonistas costumam ser um pouco irritantes, com seus dramas muito exagerados que soam caricatos. Felizmente, com Lara Jean não foi assim. Como toda adolescente, ela tem seus momentos de crise e insegurança, mas eles foram inseridos na história de maneira natural, sem clichês ou estereótipos.
Aliás, um dos pontos positivos do livro são os personagens. Além de Lara Jean, os demais também são cativantes e muito reais, fazendo com que ao final do livro o leitor sinta quase como se os conhecesse. Meu destaque é para Kitty: a fofa irmã caçula de Lara Jean é um pouco mimada e travessa, mas também engraçada e muito esperta.
Adorei que nesse livro o foco não é apenas na vida amorosa de Lara Jean. Apesar de esta ser uma parte importante da vida dela e dos problemas que ela tem que lidar, a história não se restringe a isso. Em especial, gostei muito do espaço importante ocupado pela relação de Lara Jean com as irmãs, me lembrando em vários momentos o livro Little Women, de Louisa May Alcott, cuja história também tem como um dos aspectos centrais o amor entre as irmãs.
Este foi o primeiro livro de Jenny Han que eu tive a oportunidade de ler, mas gostei muito da escrita dela. Achei a história leve e dinâmica, prendendo a atenção o tempo todo. Talvez o único ponto negativo é que o “mistério” de quem havia enviado as cartas, para mim, não foi nada surpreendente. Mas, como o foco da história foi para as consequências deste ato e não para quem o praticou, isso acabou não prejudicando a história.
Me diverti muito lendo esse livro e fiquei realmente envolvida com história. Ao final, ficou um misto de saudade dos personagens e expectativa para ler sua continuação. Mal posso esperar para descobrir o que vai acontecer com Lara Jean em P.S. - Ainda amo você, mas pretendo ler muito em breve e contar aqui o que eu achei. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Dica da Malu: Comer, Rezar, Amar

Autora: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Páginas: 342

A resenha de hoje será sobre o livro Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert. Finalmente, depois de mais de cinco anos abandonado na minha estante, eu consegui terminar de ler esse livro, então, resolvi compartilhar minhas impressões sobre ele.
Em Comer, rezar, amar, Elizabeth Gilbert narra os acontecimentos de um ano de sua própria vida, em que ela largou tudo para viajar pelo mundo. Ela tinha passado por um divórcio, enfrentava uma depressão e lidava com outro relacionamento fracassado, quando resolve se demitir do seu emprego, vender suas coisas e dedicar um ano da sua vida para procurar a felicidade e a paz interior. Assim, ela passa quatro meses na Itália, quatro na Índia e quatro na Indonésia. Em cada um desses países, ela conhece pessoas novas e aprende coisas diferentes que a ajudam a trilhar um caminho de autoconhecimento.
Gosto nesse livro o fato de que vamos conhecendo Elizabeth aos poucos, à medida que ela narra os acontecimentos da sua vida, tanto os da viagem quanto os anteriores a ela. Além disso, o fato de ser autobiográfico faz com que a história seja contada de um modo mais pessoal e convincente, tornando mais fácil para o leitor simpatizar com Elizabeth e entender as suas tristezas e os motivos que a levaram a partir naquela viagem.
Além disso, fica muito claro o processo de evolução que ela passou durante aquele ano. É possível perceber como cada lugar e cada pessoa que ela conheceu a ajudaram a curar as feridas do passado e encontrar um ponto de equilíbrio para sua vida.
No entanto, confesso que por vários momentos achei a leitura cansativa (tanto que deixei o livro encostado por tanto tempo na estante, sempre deixando para retomar a leitura depois). Não que a história de Elizabeth não seja interessante, porque é, mas a maneira como ela a contou me cansou em alguns momentos. Acho que o livro peca talvez por um excesso de descrições, sendo muitas delas desnecessárias para a compreensão da história.
Neste sentido, acho que esse foi um dos poucos casos em que gostei mais da adaptação para o cinema do que do livro que a originou. Isso porque o filme mantém apenas o que era importante para fazer com que o público compreenda a jornada de Elizabeth e como esses acontecimentos a transformaram. Já o livro, é cheio de descrições, comentários e curiosidade sobre os lugares que ela visita. E, embora essas informações sejam algumas vezes interessantes e contribuam para a compreensão de como é a cultura dos lugares por onde ela passou, elas acabaram ocorrendo com mais frequência do que o necessário, tornando a história lenta e cansativa.
Apesar da leitura não ter fluído e eu ter deixado esse livro tanto tempo encostado, fico feliz por ter dado uma segunda chance e terminado de ler. Mesmo com os problemas que apontei, Comer, Rezar, Amar traz uma história de vida inspiradora, com reflexões sobre a importância da fé, do equilíbrio interior e da busca pela felicidade dentro de si mesmo.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cinco romances para o Valentine's Day

O dia 14 de fevereiro é uma data muito especial nos Estados Unidos e em vários países da Europa, pois é quando eles comemoram o dia dos namorados, que eles chamam de Valentine’s Day. Então, para entrar no clima desta data especial, resolvi listar cinco livros de romance que foram marcantes para mim.

1 – Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Um clássico da literatura, que é também um dos meus livros preferidos. Este romance, que é a mais famosa obra da escritora inglesa Jane Austen, traz a história de amor entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. Elizabeth é a segunda de cinco filhas de uma família sem muita fortuna. Ela e suas irmãs vêm sua vida se transformar quando o jovem Sr. Bingley aluga uma mansão na região onde vivem, levando com ele suas irmãs e seu melhor amigo, o rico e orgulhoso Sr. Darcy. Enquanto a mais velha das senhoritas Bennet, Jane, parece despertar logo a atenção do Sr. Bingley,  Elizabeth se torna alvo da atenção do Sr. Darcy. No entanto, o romance entre eles não é fácil uma vez que ela antipatiza com ele quase imediatamente, e ele, por sua vez, precisa lidar com o próprio orgulho e as dúvidas causadas pela diferença social existente entre eles.

2 – A Culpa é das Estrelas, John Green

Um dos romances mais comovente que já li, A culpa é das estrelas é o livro mais conhecido de John Green. O livro, bem como sua adaptação para o cinema, comoveu milhares de pessoas pelo mundo. A história gira em torno de Hazel Grace, uma menina de 17 anos com câncer em estado terminal. Apesar do tumor dela ter encolhido muito, não havia possibilidade de cura. Ela vivia uma vida solitária e sem muitas emoções até conhecer o jovem Augustus Waters no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Augustus traz um novo brilho a vida de Hazel, e juntos eles vão descobrir o amor e a beleza de viver. Editora: Intrínseca

3 – Água para elefantes, de Sara Gruen

Neste belo romance, Sara Gruen traz uma história que gira em torno da amizade entre um jovem veterinário e uma elefante, e do romance entre ele e uma estrela do circo. Jacob Jankowsk vive em uma casa de repouso desde a morte de sua esposa e se recusava a falar sobre o passado até a chegada de um circo perto do lugar onde vive. Quando Jacob tinha 23 anos e era, então, um estudante de veterinária, viu sua vida se transformar com a morte de seus pais em um acidente. Sem dinheiro e sem ter onde morar, Jacob acaba indo parar em um circo cuidando dos animais. Lá, ele se encanta com a elefante Rosie e se apaixona por Malena, a estrela do número de cavalos e esposa do dono do circo.

4 – A marca de uma lágrima, de Pedro Bandeira

Pedro Bandeira foi um dos autores que mais marcaram a minha infância e adolescência. Seus livros sem dúvida influenciaram muito meu gosto pela leitura, e A marca de uma lágrima é um dos que mais gostei. A trama gira em torno de Isabel, uma menina bastante insegura com sua aparência e que se apaixona por seu primo Cristiano. O problema é que o rapaz se apaixona pela melhor amida dela, Rosana. A vida de Isabel se torna ainda mais confusa quando a diretora de sua escola é assassinada e ela é a única testemunha. Editora: Moderna

5 – O Diário da Princesa, de Meg Cabot

O Diário da Princesa é o primeiro de onze livros da famosa série de Mag Cabot. Aqui é apresentada a jovem Mia Thermopolis, uma adolescente comum que tinha uma vida normal até descobrir que é, na verdade, a princesa herdeira do trono de Genovia, um principado na Europa. A partir de então, Mia precisa assumir suas responsabilidades como princesa, sendo treinada por sua avó paterna, a rainha Clarissé, enquanto lida com problemas cotidianos de qualquer adolescente, como escola, as amizades e o primeiro amor. Editora: Galera Record

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Das páginas para o cinema: A menina que roubava livros

Original: The book thief
Direção: Brian Percival
Elenco: Sophie Nèlisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Ben Schnetzer, Nico Liersch
Ano: 2013/ Nacionalidade: EUA, Alemanha

A menina que roubava livros é sem dúvida um dos meus livros preferidos. Já li mais de uma vez e sempre me emociono com a história. Por isso, não é difícil imaginar a minha expectativa quando disseram que o livro seria adaptado para o cinema.
De um modo geral, o filme, que chegou ao Brasil em janeiro de 2014, não me decepcionou. Como qualquer adaptação, muitas partes do livro foram deixadas de fora, mas, na medida do possível, a história foi preservada.
A trama se passa na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e gira em torno da menina Liesel Meminger. Ela é levada, junto com o irmão mais novo, para viver com uma família adotiva, pois não podia mais viver com sua mãe, que era comunista. Na viagem para a casa da nova família, o irmão de Liesel morre e, durante o enterro, a menina tem a atenção despertada pelo livro do coveiro. Ela acaba roubando o livro por impulso, o que dá início ao fascínio dela por livros.
Os pais adotivos de Liesel, Hans e Rosa Hubermann, são pobres e aceitam receber a menina na casa deles para receber uma pensão. Os dois não poderiam ter um temperamento mais diferente um do outro: enquanto Hans é um músico sensível e sempre gentil, Rosa é uma mulher prática e, frequentemente, muito severa. Inicialmente, Liesel se sente assustada com a mudança para uma nova casa com pessoas que ela não conhecia, mas acaba se sentindo mais à vontade, com a ajuda e o carinho de Hans. Com a ajuda do pai adotivo, a menina aprende a ler e se apaixona cada vez mais pelo mundo da literatura.
Confesso que tinha muito receio que a atriz escolhida para viver Liesel não correspondesse ao que eu imaginei ao ler o livro. Mas estava enganada. A jovem Sophie Nèlisse ficou absolutamente perfeita no papel. Desde os trailers já deu para perceber que ela conseguiu captar toda a essência da personagem descrita no livro (impressão que foi confirmada no filme).
O restante do elenco também se saiu muito bem. Apesar de, inicialmente, Geoffrey Rush não ser bem como eu imaginava Hans Hubermann, ele acabou me conquistando ao longo do filme, proporcionando algumas das mais cenas mais comoventes do longa. Emily Watson ficou impecável como Rosa, transmitindo com competência as nuances da personagem. Além deles, o jovem Nico Liersch confere todo o carisma e vitalidade de Rudy Steiner, o melhor amigo de Liesel.
No entanto, o filme tem alguns problemas. Achei que a história foi desenvolvida de uma maneira um pouco apressada, fazendo com que algumas reflexões mais profundas presentes no livro não fossem exploradas no filme. Além disso, senti falta de uma presença maior do narrador no longa, como é no livro.
Em resumo, A menina que roubava livros é um bom filme, com um elenco competente e auxiliado por uma bela trilha composta pelo grande John Williams (o mesmo de trilhas marcantes como Star Wars, Indiana Jones e E.T.), que foi indicada ao Oscar de melhor trilha sonora. No entanto, falta a sensibilidade e a profundidade da obra de Markus Zusak. Por este motivo, em breve vou fazer uma resenha especificamente sobre o livro, a fim de compartilhar alguns aspectos que me encantaram tanto nessa história (sem spoilers, claro).


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Dica da Malu: "Preto Véio" e "Gente ao Redor"

A dica de hoje é dedicada aos dois primeiros trabalhos publicados pelo escritor mineiro Pereira Santiago: Preto Véio e Gente ao Redor. Em ambos, o autor procura enaltecer a cultura brasileira, resgatando as nossas raízes, e valorizando a beleza presente na vida das pessoas à nossa volta.
Preto Véio, publicado em 2014, apresenta onze poemas dedicados à cultura africana e sua importante influência na construção da cultura brasileira e da identidade do nosso povo. Como está descrito em sua sinopse: “Preto Véio vem pra mostrar que presente, futuro, passado são um tempo só. É que só nós aqui materializados neste mundo é que conseguimos pôr linha no tempo para olhá-lo à frente e para trás”. E é importante destacar a sensibilidade com que o autor cumpre o que se propôs, trazendo a nossa história junto com nosso presente, mostrando a essência do povo brasileiro.
Já em Gente ao Redor, são reunidos contos que tratam da vida de pessoas comuns, pessoas ao redor, em diferentes situações. A sensibilidade e a naturalidade com que os personagens são apresentados em situações cotidianas, trazem uma sensação de realidade às histórias (muitas vezes doloridas), que fazem com que o leitor sinta como se já os conhecesse. São histórias sobre a gente a nossa volta, sobre alegrias e tristezas, sobre sofrer e se reerguer, enfim, sobre a beleza da vida.
Estes são apenas os dois primeiros trabalhos de um autor que vem para valorizar nossa cultura e nosso povo e mostrar a beleza escondida na simplicidade do cotidiano. Tenho certeza este é só o começo de um caminho de sucesso.
Para quem quiser entrar em contato com Pereira Santiago, é possível pelo e-mail chimbicasantiago@yahoo.com.br ou pela página no Facebook aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Oficial: Novo livro de Harry Potter será publicado

O que todos os fãs de Harry Potter tanto esperavam, finalmente aconteceu. Conforme havia adiantado aqui, um novo livro de Harry Potter será publicado ainda este ano.  O que era entendido até então como um rumor, foi confirmado hoje pela editora responsável pela publicação, Little Brown, e pelo site Pottermore.
“Harry Potter and the cursed child”, que será oficialmente o oitavo livro da série, é a transcrição do roteiro utilizado na peça homônima que estreia em julho, em Londres. A data de lançamento do livro está marcada para o dia 31 de julho, depois da estreia da peça.
A trama se passa após os acontecimentos do epílogo do sétimo livro, 19 anos depois da Batalha de Hogwarts, e será centrada em Harry e seu filho do meio, Alvo Severo. As informações sobre o livro foram disponibilizadas no Pottermore.

Lançamentos - Companhia das Letrinhas








Fonte: Departamento de divulgação da Companhia das Letras.

Lançamentos - Editora Seguinte





Fonte: Departamento de divulgação da Companhia das Letras.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

[Das páginas para o cinema] A Série Divergente - Insurgente



A Série Divergente – Insurgente
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Ansel Elgort, Kate Winslet, Octavia Spencer.
Direção: Robert Schwentke
Nacionalidade: EUA/ Ano: 2015 
A coluna Das páginas para o cinema de hoje continua falando sobre a série Divergente, desta vez tratando do segundo filme, Insurgente. A trama começa exatamente onde o primeiro filme terminou e, por isso, recomendo que não continue a leitura deste texto sem ter visto o filme anterior ou lido o primeiro livro da série Divergente.
Neste segundo filme, Tris, Quatro, Caleb e Peter são procurados por Jeanine Matthews e encontram abrigo com os membros da facção Amizade. No entanto, eles acabam sendo encontrados por membros da Audácia e da Erudição e têm que fugir do local, com exceção de Peter, que decide ajudar Jeanine. Os três seguem, então, uma jornada tentando descobrir o que a família de Tris estava tentando proteger quando sacrificaram suas vidas.
Além de todos os perigos e ameaças que enfrenta, Tris ainda precisa lidar com conflitos internos, incluindo a culpa que sente pela morte de pessoas queridas. Apesar de contar com o apoio de seu namorado, Tris não consegue se perdoar e tem medo de causar a morte de mais pessoas.
Um dos aspectos que mais gostei neste filme foi a evolução dos personagens, com destaque para a atuação de Shailene Woodley, como a Tris. Desde o primeiro filme, o carisma da atriz foi fundamental para conquistar a simpatia do público para a protagonista. Em Insurgente, ela vai além e consegue transmitir toda a angústia vivida por Tris, o que é essencial para que as escolhas da mesma ao longo da história sejam compreendidas.
Este filme ganha também em ação. A tensão a que os personagens estão submetidos é mais palpável em Insurgente, pois eles são constantemente perseguidos pelos membros da Erudição e da Audácia. Com isso, a história deste longa é muito mais dinâmica e conta com várias sequências de ação.
De modo geral, gostei muito do filme, mas acho que ele não funciona bem para quem não leu o livro. Alguns aspectos importantes da história são omitidos e algumas partes são desenvolvidas muito rapidamente, deixando o espectador que não é familiarizado com a história um pouco confuso. Além disso, muitos personagens novos aparecem em participações muito pequenas e que, acredito, o roteiro poderia ter explorado melhor. Em especial, esperava um destaque maior para a personagem de Octavia Spencer, como Johanna, a líder da Amizade.
Apesar dos problemas, ainda gosto deste filme e espero que os possíveis questionamentos gerados por ele sejam resolvidos em suas continuações. Inclusive, o próximo filme da série, Convergente, tem lançamento marcado no Brasil para o dia 10 de março. 
Trailer A Série Divergente - Insurgente:
Trailer A Série Divergente - Convergente:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dica da Malu: Minha Vida Fora de Série

Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Conforme comentei na resenha sobre Fazendo Meu Filme, hoje vou falar sobre os três livros já publicados da série Minha Vida Fora de Série. Aqui, Paula Pimenta manteve o mesmo universo ficcional de Fazendo Meu Filme, mas centrou a história em uma personagem secundária dos outros livros, Priscila, uma das amigas de Fani.
A trama começa quando Priscila, então com treze anos, se muda com a mãe de São Paulo para Belo Horizonte, após o divórcio dos pais. A menina sente que seu mundo desmoronou com sua família se dividindo e a mudança para outra cidade. No entanto, com o tempo Priscila começa a se adaptar à nova cidade, fazendo novos amigos e se apaixonando pelo tímido Rodrigo.
No primeiro livro de Fazendo Meu Filme, quando a história começa, Rodrigo e Priscila já eram namorados. No entanto, Minha Vida Fora de Série – 1ª Temporada se passa alguns anos antes da história daquele, então, podemos ver como os dois se conheceram e começaram a namorar. Aliás, este foi um dos aspectos que mais gostei neste livro: poder ver um pouco mais sobre personagens secundários da outra série e descobrir como as relações deles foram construídas. Além disso, há pequenas referências que serão percebidas por quem já conhece a história da Fani.
Falando especificamente sobre a protagonista, Priscila é uma menina comunicativa, animada, apaixonada por animais e séries. Confesso que, às vezes, ela me irritava por ser um pouco mimada e impulsiva, mas, apesar de não ter com ela a mesma identificação que tinha com a Fani, acabei gostando dela também. É uma personagem forte, divertida e que vai amadurecendo ao longo da trama.
Já com relação ao Rodrigo, é até difícil começar a falar sobre ele. Sinceramente, acho que é um dos protagonistas mais cativantes que já li. É um menino tímido, sensível, atencioso, além de maduro e responsável. Assim como Priscila, Rodrigo é apaixonado por animais e desenvolve um trabalho em uma ONG de proteção animal. Aliás, achei um dos méritos do livro o incentivo à proteção e cuidado com os animais.
A partir do segundo livro, a história dá um pequeno salto no tempo e a trama se encontra com a do primeiro livro de Fazendo Meu Filme, porém, continua centrada em Priscila. Assim, é possível ver um pouco da história da Fani sob outra perspectiva, sem mudar o foco da história.
Muita coisa acontece ao longo dos três livros, tanto a Priscila quanto o Rodrigo amadurecem como personagens. Além disso, Paula Pimenta manteve sua habilidade para conquistar o leitor a cada página e fazer com que ele se envolva com a história. E, apesar da Priscila ainda me irritar um pouco com suas decisões impulsivas, é impossível não torcer por ela e pelo Rodrigo.
Outro ponto que eu destaco positivamente é que, em Fazendo Meu Filme, a Fani era apaixonada por cinema e, por isso, cada capítulo começava com uma citação de algum filme. Em Minha Vida Fora de Série, Paula Pimenta manteve esse formato, apenas substituindo as citações de filmes pelas séries de televisão que a Priscila adora.
Até agora, foram publicados três livros da série, sendo que o terceiro foi publicado em 2015. E, confesso, mal posso esperar pela continuação. As reviravoltas que aconteceram na história, apesar de mencionadas em Fazendo Meu Filme 4, são realmente impactantes e deixam o leitor desesperado para saber o que vai acontecer a seguir. Mas, enquanto esperamos que uma nova temporada da vida de Priscila seja publicada, só resta a certeza de que será uma história envolvente e encantadora, como as suas antecessoras escritas pela talentosa Paula Pimenta. 

'Devotos e devassos', de Cristian Santos, vence Prêmio Casa de las Américas

O livro Devotos e devassos (Edusp), resultado da pesquisa para o doutorado de Cristian Santos, venceu o Prêmio Casa de Las Américas, na categoria Literatura Brasileira. No título, o autor analisa a representação de padres e beatas na literatura anticlerical no Brasil a partir das obras O mulato e O homem, ambos de Aluísio de Azevedo, e Morbus, de Faria Neves Sobrinho. Para ver a notícia completa, clique aqui.
Notícia originalmente publicada em: Publish News

Nobel de Literatura

Mais informações aqui.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dica da Malu: Fazendo Meu Filme

Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Hoje eu resolvi falar não sobre um livro só, mas quatro: a série Fazendo Meu Filme, da escritora brasileira Paula Pimenta. Tenho que confessar que eu sou meio suspeita para falar sobre essa série, porque ela realmente me marcou muito. Primeiro, pela identificação com a personagem principal tanto pela idade (quando eu li o primeiro livro tinha dezesseis anos, assim como a protagonista), quanto pela personalidade e pelos gostos. Segundo, que foi um livro que unia duas paixões minhas: a literatura e o cinema. Assim, não tinha como eu não me apaixonar pela série.
A história é narrada sob o ponto de vista da protagonista, Estefânia Castelino Belluz ou, como ela prefere, Fani. No primeiro livro, Fazendo Meu Filme – A estreia de Fani, somos apresentados a protagonista, uma menina de dezesseis anos, que vive em Belo Horizonte e é completamente apaixonada por cinema. Neste livro, tudo muda na vida da sonhadora Fani, quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e passar um ano vivendo em outro país.
Um dos pontos que mais me chamaram a atenção quando li este livro foi a facilidade que tive para me identificar com a personagem, e não só pelos motivos já citados. Paula Pimenta descreve as expectativas, os medos e as dúvidas de seus personagens de uma maneira extremamente natural, tornando-os mais reais, quase como se já os conhecêssemos de algum lugar. É praticamente impossível ler este livro sem identificar ao menos alguma situação que te faça pensar “eu já passei por algo bem parecido”. Isso facilita para que os leitores adolescentes se vejam nos conflitos tratados na história. Além disso, para os leitores adultos, o livro se mostra uma oportunidade de recordar a própria adolescência. 
Além da protagonista Fani, os demais personagens criados pela Paula são incrivelmente cativantes. Cada um apresenta um traço de personalidade que conquista o leitor e o leva até a desejar ser amigo deles.
Outro ponto que eu simplesmente amo nesses livros é o fato de que cada capítulo começa com uma citação de algum filme que tem a ver com os fatos que serão narrados ali. Essas citações não só fazem uma referência ao título do livro e à paixão da protagonista por filmes, como serve para despertar ainda mais o interesse do leitor para o que vai acontecer a seguir.
Preciso ressaltar ainda que a Paula não só manteve a qualidade e o ritmo da história presentes no primeiro livro, como parece ter aprimorado ainda mais nas suas continuações, Fani na terra da rainha, O roteiro inesperado de Fani, e Fani em busca do final feliz . A trama foi evoluindo de uma maneira natural e instigante ao longo dos quatro livros, com reviravoltas bem escritas e personagens que se tornam cada vez mais apaixonantes. Ao final do quarto livro, fica a saudade daqueles personagens que nos encantaram durante a leitura.
Não é sem motivos que Paula Pimenta se tornou uma das autoras de maior sucesso no Brasil. Seus livros estão constantemente na lista dos mais vendidos e, a cada dia, conquistam mais leitores. A série Fazendo Meu Filme já conta com publicações em Portugal, na Espanha e em alguns países da América Latina, além de ter dado origem a dois HQs (Fazendo Meu Filme 1 – Antes do filme começar e Fazendo Meu Filme 2 – Azar no Jogo, Sorte no Amor) e a outra série de livros, Minha Vida Fora de Série*.
O que eu posso dizer sobre Fazendo Meu Filme é que essa série me conquistou quando eu ainda era uma adolescente, mas seu universo foi tão bem escrito que ela continua me acompanhando, sendo sempre delicioso revisitar suas páginas. Recomendo para jovens leitores, mas também para aqueles que queiram relembrar a sua adolescência, com suas dúvidas, seus medos e suas alegrias.
P.S.: A Editora Gutenberg lançou em janeiro uma nova edição do Diário da Fani, um diário onde, além de escrever sua própria história, o leitor poderá reler frases mais marcantes dos quatro livros. Mais informações aqui.

*Em breve, comentários sobre os três livros já publicados de Minha Vida Fora de Série

Lançamentos de Fevereiro

Começo de mês é a hora ideal para ver o que vai ter de novo nas livrarias. Então, fiz uma lista com alguns lançamentos previstos para este mês. Confira:

A espada de vidro, de Victoria Aveyard – O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter. Editora: Seguinte. Lançamento em: 19/02.


A garota sem passado, de Michael Kardos – Num domingo de setembro de 1991, Ramsey Miller deu uma festa em casa para os vizinhos. Depois, assassinou a esposa e a filha de 3 anos. Todo mundo na pacata cidade de Silver Bay conhece a história. Só que todos estão errados. A menina escapou. Sob o nome falso de Melanie Denison, ela passou os últimos quinze anos escondida com os tios numa cidadezinha remota. Nunca pôde viajar, ir a uma festa na escola ou ter internet em casa, porque Ramsey jamais foi encontrado e poderia ir atrás dela a qualquer momento. Mas, apesar das rígidas regras de segurança impostas pelos tios, Melanie se envolve com um jovem professor da escola local e engravida. Ela decide que seu filho não terá a mesma vida clandestina que ela e, para isso, volta a Silver Bay para fazer o que nem os investigadores locais, nem a polícia federal, nem o FBI conseguiram: encontrar seu pai antes que ele a encontre. Editora: Arqueiro. Data de lançamento: 01/02. Leia um trecho aqui.


Uma vida no escuro, de Anna Lyndsey – Com uma carreira consolidada e um apartamento recém-comprado em Londres, parecia que a única preocupação de Anna Lyndsey seria manter de seu padrão de vida. No entanto, o que começou como um desconforto diante da tela do computador revelou-se uma grave sensibilidade a qualquer fonte de luz. Em pouco tempo, trabalhar tornou-se inviável, e mesmo atividades corriqueiras passaram a causar dores lancinantes. Conforme os sintomas foram se agravando, ela precisou abrir mão da casa, da independência e de qualquer possibilidade de planos futuros.
Em Uma vida no escuro, ela nos revela uma existência com mais nuances do que se poderia esperar de alguém mergulhado no mais profundo breu, descobrindo meios de afastar os pensamentos deprimentes e perseverar mesmo com a incerteza de sua condição. Um livro de memórias envolvente e impactante, que aguçará a curiosidade de todos os interessados em histórias reais e extraordinárias. Editora: Intrínseca. Data de lançamento: 12/02. Leia um trecho aqui.


Depois de você, de Jojo Moyes – Em Depois de você, sequência de Como eu era antes de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece estar se encaixando, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente. Editora: Intrínseca. Lançamento: 15/02. Leia um trecho aqui.

Divulgação - Editora Seguinte



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