segunda-feira, 24 de abril de 2017

[Dica da Malu] A Traidora do Trono - A Rebelde do Deserto #2

Sinopse: “Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam”.
Autora: Alwyn Hamilton / Editora Seguinte / Páginas: 439
Comprar: Amazon

Esta resenha não revela nenhum spoiler de “A Traidora do Trono”. Porém, se você ainda não leu “A Rebelde do Deserto”, recomendo que não continue a leitura desta resenha, pois há informações sobre o desfecho daquele livro. No entanto, você pode ler a resenha de “A Rebelde do deserto” aqui.

Quem leu a minha resenha sobre A rebelde do deserto aqui no blog sabe o quanto eu fiquei apaixonada por aquele livro e pelo universo criado pela autora, Alwyn Hamilton. Então, vocês já podem imaginar que estava com expectativas altíssimas para leitura de A Traidora do Trono, segundo volume da trilogia. Felizmente, já posso adiantar que elas foram superadas.
Neste livro, temos uma expansão do universo apresentado no volume anterior. Os rebeldes liderados pelo príncipe Ahmed continuaram ganhando território nos meses que se seguiram ao desfecho de “A Rebelde do Deserto” e Amani já está totalmente integrada ao grupo. No entanto, a medida que a rebelião se espalhava, os desafios se tornaram maiores e os riscos aumentaram.
Durante os meses que se passaram, Amani aprendeu a controlar melhor seu poder recém-descoberto e, apesar de ainda ter muito a aprender, ela acabou se tornando importante para os rebeldes. Sua fama como a Bandida de Olhos Azuis se espalhou pelo deserto, e, embora muitos feitos atribuídos a ela não fossem verdade, isso a transformou em uma lenda.
Apesar disso, nem tudo ia bem para a rebelião. O príncipe Ahmed tinha um território cada vez maior sob seu controle, porém, havia pessoas que estavam se aproveitando da revolução para tomarem o poder em algumas cidades. Era preciso que ele mantivesse o controle sobre os locais já conquistados, mas também fizesse a rebelião continuar avançando por toda Miraji.
Tornando tudo ainda mais complicado, em um momento crucial, Amani é traída, sequestrada e vendida para o sultão. Ela passa a viver, então, no palácio de Izman, mais especificamente no harém, junto com as esposas e filhas do sultão e do sultim. Em pouco tempo, ela vai reencontrar pessoas que julgava estarem no passado e descobrir que aquele ambiente é tão perigoso quanto qualquer batalha que tenha presenciado.
Sem possibilidade de usar seus poderes, Amani tenta descobrir uma maneira de se comunicar com seus amigos da rebelião enquanto aproveita sua estadia forçada no palácio para descobrir informações para a causa rebelde. No entanto, esse período serve para que ela conheça melhor o sultão e comece a se questionar se, de fato, ele é um governante tão ruim quanto dizem.
O primeiro aspecto que preciso destacar sobre esse livro é a evolução da Amani. Desde “A Rebelde do Deserto” eu a admirei por ser uma personagem forte, mas que sabia reconhecer quando estava errada e que estava sempre disposta a aprender. No entanto, em “A traidora do trono”, ela está muito mais madura devido a tudo que vivenciou no livro anterior e no intervalo de tempo que transcorreu entre um livro e outro. Amani carrega alguns arrependimentos e está disposta a não cometer os mesmos erros. Além disso, ela pensa por conta própria e está sempre se questionando e formando suas próprias opiniões sobre o que vê e ouve. Não é daquelas personagens que demonstram uma teimosia irritante, mas também não se deixa influenciar facilmente.
Aliás, todos os personagens evoluem muito nesse livro. A autora mostrou aspectos sobre eles que os leitores ainda não conheciam e que os tornaram ainda mais complexos e humanos. Até mesmo Jin e Ahmed, que perdem um pouco de espaço na trama, se tornam mais interessantes devido aos seus conflitos internos e ao peso que cada um carrega. Ahmed é um personagem que, mesmo não aparecendo tanto, demonstra uma grande evolução e acho difícil o leitor não se sensibilizar com seus dilemas e as responsabilidades que estão na mão dele.
Outro ponto que gostei é o modo como a autora questiona o tempo todo o tratamento destinado às mulheres naquela sociedade. Como já havia acontecido em ‘A Rebelde do Deserto”, aqui as mulheres continuam sendo desvalorizadas e subestimadas, como se a opinião delas, e até mesmo suas vidas, não tivesse valor algum. No entanto, as personagens femininas no livro são incríveis e vão contra todos esses padrões que a sociedade impunha a elas. Todas essas personagens, sem exceção, lutam pela sobrevivência da melhor maneira que podem, são determinadas e não deixam seus destinos serem controlados pelos homens.
Fiquei impressionada também com a riqueza e complexidade do universo criado pela Alwyn Hamilton. Ao ler “A Rebelde do Deserto” fui cativada pela originalidade da autora e o modo como ela construiu uma história tão diferente, usando elementos de fantasia, mitologia árabe e faroeste. No entanto, em “A Traidora do Trono”, o que me impressionou foi o quanto esses elementos foram aprofundados. Nesse livro, a autora mostrou mais sobre a organização daquela sociedade, a relação de Miraji com os países vizinhos e as diferenças culturais entre eles, além de apresentar mais detalhes sobre as lendas e criaturas mágicas que faziam parte daquele mundo, o que enriqueceu muito a obra.
A narrativa é mais uma vez cativante e envolvente, fazendo com que o leitor mergulhe na leitura logo nas primeiras páginas. Aliás, acho impressionante a segurança e a habilidade que Alwyn Hamilton demonstra na condução desta história. Os rumos que a trama toma são imprevisíveis e fui surpreendida em mais de um momento durante a leitura.
No entanto, confesso que em alguns momentos eu cheguei a me perguntar se esse livro era realmente tão bom quanto o primeiro. Não que a leitura não estivesse boa, porque eu adorei cada momento deste livro. Porém, parecia que faltava algo para que eu pudesse dizer que este livro era tão incrível quanto “A Rebelde do Deserto”. Eu disse “parecia”, porque a autora conseguiu dar o toque que faltava do meio para o final e o desfecho, além de impressionante, dá um significado ainda maior para todos os acontecimentos do livro.
Com relação à edição, só posso dizer que está impecável. Além de contar com uma capa ainda mais linda que a do volume anterior, as páginas são amareladas e com detalhes nas bordas no início de cada novo capítulo, mostrando o cuidado da editora na elaboração do livro. Além disso, a fonte usada no texto tem um bom tamanho e espaçamento, facilitando a leitura. E, para completar, foram adicionados logo no início do livro um mapa dos territórios mostrados no livro e uma lista de personagens, divididos de acordo com o núcleo ao qual pertencem, o que ajuda quem tem dificuldade de memorizar os nomes, como eu.
Eu poderia continuar destacando aqui tudo que amei nesse livro, mas provavelmente vocês iriam se cansar de ler ou eu acabaria entregando algum spoiler. Portanto, para evitar que isso aconteça, vou encerrar essa resenha dizendo que esta é uma leitura que recomendo muito para quem ama fantasia ou deseja começar a se aventurar lendo esse gênero. “A Rebelde do Deserto” já havia me conquistado por sua originalidade e “A Traidora do Trono” me deixou ainda mais encantada pela evolução do universo apresentado e dos seus personagens. Não vejo a hora de ler o terceiro livro e ver qual será o desfecho desta trilogia. Por tudo que os dois primeiros livros me mostraram, acho que é seguro esperar um livro envolvente, com reviravoltas bem construídas e muitas emoções.
Agora, quero saber quem já leu esse livro e o que estão achando desta trilogia. Estão ansiosos pelo terceiro livro? Me contem aí nos comentários. E, para quem ainda quer começar a série, deixei o link da resenha de "A rebelde do deserto", bem como os links de compra na Amazon dos dois livros. Lembrando que comprando por algum desses links, vocês ajudam muito o Dicas de Malu a crescer.

Resenha “A Rebelde do Deserto”: aqui.
Comprar “A Rebelde do Deserto”: aqui.
Comprar “A Traidora do Trono”: aqui.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lançamentos desejados de abril

Hoje é dia daquele post que muitos leitores amam, mas outros ficam um pouco bravos comigo: a lista com os lançamentos desejados do mês. No entanto, são tantas novidades boas que eu não poderia deixar de compartilhar aqui e contribuir para as listas de desejados de vocês aumentarem também.
Na semana passada, eu já havia divulgado os lançamentos de abril da Galera Record. Para quem perdeu, pode conferir aqui. Hoje, trago algumas outras novidades que vão chegar nas livrarias esse mês e que eu não vejo a hora de ler.

Rocco
Animais Fantásticos e Onde Habitam – O roteiro original   Autora: J.K. Rowling / Páginas: 304 / Rocco                               Sinopse: “Descubra uma nova era de magia com Animais Fantásticos e Onde Habitam – O roteiro original, edição impressa do roteiro do filme Animais Fantásticos e Onde Habitam que a Editora Rocco lança em português como parte do novo programa de publicação do Mundo Bruxo de J. K. Rowling. Inspirado no livro-texto de Hogwarts escrito pelo personagem Newt Scamander, Animais Fantásticos e Onde Habitam – O roteiro original é uma aventura nova e emocionante que apresenta uma variedade de personagens e criaturas mágicas. Sucesso de crítica e público e ganhador do Oscar de Melhor Figurino, Animais Fantásticos e Onde Habitam é o primeiro de uma franquia de cinco filmes e marca a estreia como roteirista para o cinema da autora da adorada série Harry Potter. O livro chega às prateleiras em edição de luxo, com capa dura, sobrecapa em papel couché e miolo em papel off-white.”

Melodia Mortal – Sherlock Holmes investiga as mortes de gênios da música                                                                                           Autores: Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi / Páginas: 240 / Fábrica231                                                                                  Sinopse: “Será que Mozart foi assassinado por Salieri? Tchaikovsky morreu de cólera ou envenenamento? Chopin morreu mesmo tuberculoso? E Beethoven, foi vítima do alcoolismo? A resposta, ou, pelo menos, algumas hipóteses plausíveis para essas perguntas estão em Melodia Mortal, estreia na ficção adulta de um dos maiores autores para o público juvenil do país. Escrito a quatro mãos por Pedro Bandeira com o m´dico Guido Carlos Levi, o livro examina, à luz dos conhecimentos da medicina contemporânea, os indícios possíveis sobre as mortes polêmicas de alguns grandes compositores da música clássica. E quem conduz a investigação é ninguém menos que Sherlock Holmes, auxiliado pelo seu fiel escudeiro, o doutor John H. Watson, que narra as aventuras do detetive na empreitada. Talvez não seja possível, tanto tempo depois, elucidar as causas dessas mortes que a medicina da época não foi capaz de precisar, mas a diversão é garantida nesse romance cheio de teorias científicas e enigmas que formam um intricado quebra-cabeça, na tradição da melhor literatura policial.”

O livro de sangue e sombra                                                               Autora: Robin Wasserman / Páginas: 384 / Fantástica Rocco   Sinopse: “Quando tudo parecia caminhar bem, um atraso para um encontro muda a vida de Nora Kane para sempre. Seu melhor amigo, Chris, está morto; a namorada dele, Adriane, em estado catatônico; e Max, o príncipe encantado de Nora, desaparecido. Mas o que parecia um pesadelo ruim o suficiente, fica ainda pior quando Max se torna o principal suspeito do crime. Desesperada para provar a inocência do namorado, a jovem, que trabalha num projeto de pesquisa traduzindo antigos manuscritos do latim, segue a trilha de sangue sem se importar com o destino final. E ele vai leva-la dos Estados Unidos à histórica Praga, e ao centro de um enigma que inclui uma teia obscura de sociedades secretas movidas pela ambição de encontrar a Lumen Dei, uma misteriosa máquina que contém a receita para o conhecimento supremo e para a comunhão com o divino, e que estaria interessada num manuscrito de centenas de anos.”

Arqueiro
Um menino em um milhão                                                             Autora: Monica Wood / Páginas: 352                                       Sinopse: “Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções. Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substitui-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana. Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade um nova razão para viver. Um menino em um milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.”

Seguinte
O ceifador – Scythe #1                                                                     Autor: Neal Shusterman / Páginas: 448                                   Sinopse: “A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador – um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o mante da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a “arte” da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão – ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais – podem colocar a própria vida em risco.”

Plataforma21

A leitora – Mar de tinta e ouro #1                                             Autora: Traci Chee / Páginas: 464                                          Sinopse: “Era uma vez um mundo chamado Kelanna. Um lugar tão maravilhoso quanto terrível, onde ninguém sabia ler. Lá, as histórias não eram registradas em papel como esta que você está prestes a ler, elas era simplesmente transmitidas de geração a geração. Em uma dessas lendas, falava-se de um objeto misterioso que guardava a maior magia que o povo de Kelanna já conheceu: o livro. Quem soubesse interpretá-lo, teria acesso a um poder inimaginável. Após o assassinato de seu pai por uma organização misteriosa, a jovem Sefia recebe de herança um estranho objeto retangular, que pode ser a chave para desvendar seu passado. Para isso, ela precisará entender o que o torna tão valioso e se tornar uma leitora. Magia e grandes perigos, como o terrível Flagelo do Leste e sua famosa frota de piratas, cruzarão seu caminho. Percorra cada palavra e aproveite. A aventura está só começando.”

Record
Em águas sombrias                                                                  Autora: Paula Hawkins / Páginas: 364                                        Sinopse: “Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos. Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo romance de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.”

Um dia de cada vez                                                                     Autora: Danielle Steel / Páginas: 294                                          Sinopse: “Neste novo romance, Danielle Steel celebra as famílias de todos os tipos ao contar a história de três casais muito diferentes, mas incrivelmente reais. As mulheres Barringtons formam uma família atípica: a famosa escritora Florence Flowers é uma viúva cheia de vida que está namorando em segredo um homem 24 anos mais novo que ela. Jane, sua filha mais velha, é uma das maiores produtoras de Hollywood e vive há dez anos com sua companheira, com quem planeja ter um filho. A caçula, Coco, é a ovelha negra da família – trocou a faculdade de direito e o glamour de Los Angeles por uma vida simples numa pequena cidade no litoral norte da Califórnia, onde ganha a vida trabalhando como passeadora de cães. Quando Jane precisa se ausentar por alguns dias, pede à irmã mais nova que fique em sua luxuosa casa em San Francisco para cuidar de seu buldogue. Lá Coco tem uma incrível surpresa. Sem aviso, surge um hóspede: o charmoso Leslie Baxter, um dos atores mais badalados de Hollywood, que está fugindo de uma ex-namorada emocionalmente instável. O mundo dos dois não poderia ser mais diferente, porém a atração entre eles é imediata. À medida que Coco imagina um futuro ao lado de uma das maiores estrelas do cinema e sua mãe e irmã estabelecem vidas inteiramente novas, velhas feridas cicatrizam e novas famílias se formam — algumas delas bem tradicionais, outras nem tanto, mas todas unidas pelo amor.”

Prometo Perder                                                                         Autor: Pedro Chagas Freitas / Páginas: 308 / Verus                     Sinopse: “A mais recente incursão do escritor português, que é sucesso na internet, por um universo poético e cheio de sensações, do qual leitor algum sairá o mesmo. Em uma viagem intimista e desconcertante, Pedro Chagas Freitas caminha, em Prometo perder, até o interior da emoção: da saudade ao desejo, da rebeldia à submissão, da dor ao amor, nada ficará por tocar. Permita-se sentir. “Prometo perder”. Prometo por vezes fraquejar, por vezes cair, por vezes ser incapaz de ganhar. Nem sempre conseguirei superar, nem sempre conseguirei ultrapassar. Nem sempre poderei ser capaz de ir tão longe como você me pede, de te dar exatamente o que você merecia que eu te desse. O que desesperadamente te quero dar. Nem sempre conseguirei sorrir, também. “Prometo perder”. Prometo ainda me manter vivo depois de cada derrota, resistir ao peso insustentável de cada impossibilidade. Há de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir. “Prometo Perder”. Porque só quem ama corre o risco de perder; os outros correm apenas o risco de continuar perdidos. “Prometo Perder”. Porque só quem nunca amou nunca perdeu.”

Uma tocha na escuridão – Uma chama entre as cinzas #2     Autora: Sabaa Tahir / Páginas: 343 / Verus                          Sinopse: “O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, "Uma Chama Entre as Cinzas" contou a história de Laia, uma escrava lutando por sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em "Uma Tocha Na Escuridão", ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado dela - mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles. Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene - a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar... e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?”

Essas são algumas novidades que chegaram ou vão chegar nas livrarias esse mês e que eu quero muito ler. Lançamentos incríveis e que prometem agradar os mais diferentes leitores. Confesso que, de todos que listei aí, o que estou mais ansiosa é “Uma tocha na escuridão”, da Sabaa Tahir, por se tratar da continuação de um dos melhores livros que li o ano passado, “Uma chama entre as cinzas”. E vocês, também estão curiosos para ler esses livros? Qual deles mais chamou a atenção de vocês? Me contem aí nos comentários.

E, para quem se interessou pelos livros, vou deixar o link de compra na Amazon aqui. Lembrando que comprando pelo link do blog, vocês ajudam o Dicas de Malu a crescer. Link para compra: Amazon.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

[Dica da Malu] O canto mais escuro da floresta

Sinopse:Uma história repleta de magia e mistérios, da autora de As Crônicas de Spiderwick. Hazel e seu irmão, Ben, moram em uma cidade onde humanos e fadas convivem. A magia aparentemente inofensiva desses seres atrai turistas de todas as partes, que querem ver de perto as maravilhas do lugar e, principalmente, o garoto de chifres e orelhas pontudas que descansa em um caixão de vidro. Hazel e Ben eram fascinados pelo garoto quando crianças. Mas, à medida que crescem, as histórias e teorias que inventavam perdem o encanto. Eles sabem que o garoto de chifres nunca acordará... Até que um dia ele acorda. Agora, os irmãos precisam se tornar os heróis que fingiam ser em suas brincadeiras e desvendar os mistérios que envolvem aquele príncipe com chifres.”Autora: Holly Black / Editora: Galera Record / Páginas: 294                                                          Comprar: Amazon                                                                                                Livro recebido de cortesia da Galera Record.

No começo do mês, recebi uma surpresa linda da Galera Record. Uma caixinha cheia de folhas, um vidrinho com uma essência maravilhosa e o livro O canto mais escuro da floresta, da autora Holly Black, um dos lançamentos mais recentes da editora (vocês podem ver a foto no Instagram no blog, aqui). Eu já tinha visto a sinopse e a capa deste livro antes e estava muito ansiosa para ler. 
Neste livro, vamos conhecer dois irmãos, Hazel e Ben, e a pequena cidade em que vivem. Fairfold fica localizada no interior dos Estados Unidos, mas é totalmente diferente do que se espera. Lá, as pessoas sabem que magia é real e fazem de tudo para evitar irritar os seres mágicos que habitam a floresta próxima à cidade. Os humanos que habitam o local convivem pacificamente com o Povo, graças a um acordo com as fadas, porém, os turistas não fazem ideia dos perigos que se escondem na floresta e visitam o local com frequência, atraídos, principalmente, pelo caixão onde dorme um jovem garoto com chifres e orelhas pontudas.

“A comida era mais gostosa em Fairfold, as pessoas diziam, porque era temperada com feitiços. Os sonhos eram mais vívidos. Os artistas, mais inspirados, e seus trabalhos, mais belos. As pessoas se apaixonavam mais profundamente, a música era mais agradável e as ideias vinham com mais frequência do que em outros lugares.”

Hazel e Ben cresceram sabendo de todas as normas que se referiam ao contato com o Povo, porém, iam constantemente à floresta para ver o garoto de chifres, o qual imaginavam ser um príncipe diferente das outras fadas. Eles sonhavam em libertá-lo de seu caixão e afastar o perigo das fadas da cidade. Imaginavam-se como um cavaleiro e um bardo que iriam proteger a cidade dos malfeitos do Povo e ajudar o príncipe a despertar de seu sono profundo.
Com o tempo, os dois cresceram, entraram na adolescência e se afastaram deste sonho de criança. Ben abandonou de vez o seu lado aventureiro, bem como um talento incomum que tinha para a música. Já Hazel, se tornou famosa por beijar vários meninos e partir o coração de todos eles. No entanto, por traz do que aparentavam para todos, ambos escondiam segredos e feridas que os transformaram. Mas, o pior de tudo, é que essas mudanças afetaram não só o modo como eles eram vistos, como também a relação deles como irmãos. Se antes eram inseparáveis em suas aventuras, agora havia uma barreira entre eles, construída pelos segredos que escondiam.

“O senso de justiça de uma criança às vezes pode ser cruel e absoluto. Uma criança pode matar monstros e encher-se de orgulho. [...] Era capaz de olhar para o irmão e acreditar que juntos eram um cavaleiro e um bardo que lutariam contra o mal, que poderiam um dia encontrar e até mesmo vencer o monstro no coração da floresta. Uma menininha capaz de encontrar o corpo de um garoto, de perder seu cachorro e de acreditar que poderia garantir que ninguém mais morresse.”

No entanto, quando chega a notícia de que o garoto de chifres despertou, tudo irá se transformar na vida de Hazel e Ben, assim como dos moradores da cidade. O monstro que habitava o coração da floresta começará a atacar e, se antes as ameaças da floresta estavam restritas aos turistas imprudentes, agora os moradores de Fairfold também não estarão mais seguros. Enquanto tentam desvendar o mistério do garoto do caixão e do monstro que começou a atacar pessoas da cidade, Hazel e Ben tentarão recuperar a relação que tiveram e encarar os segredos que fizeram com que mudassem tanto.
Como já dá para perceber, além dos elementos de fantasia, esse livro conta com muito mistério. Quem é o garoto do caixão e por quê ele esteve dormindo por tanto tempo? O que é o monstro que habita o coração da floresta e qual a razão de seus ataques? E, para mim o mais interessante, quais razões levaram Hazel e Ben a mudarem tanto e quais segredos eles escondem?

Confesso que, a princípio, demorei um pouco para me conectar com a história e com os personagens. Achei a Hazel uma menina fútil e até um pouco infantil, e o Ben muito sem graça. No entanto, com o decorrer da leitura, percebi que havia muito mais sobre eles do que demonstrado a princípio, e foi aí que o livro me conquistou. A autora nos apresenta o presente e o passado dos personagens, mostrando que eles têm feridas e dilemas muito mais profundos do que se supunha, e deixando o leitor curioso para entender o que aconteceu para que a relação de Hazel e Ben mudasse tanto.
Além dos dois irmãos, há outros dois personagens que têm destaque na história: o garoto de chifres e Jack, o melhor amigo de Ben. Apesar de ter sido o menos desenvolvido dos quatro, o garoto de chifres acaba sendo o motor da história. Mesmo não tendo tantos conflitos quanto os outros três protagonistas, é a partir do momento em que ele acorda que a história ganha ritmo e se desenrola de uma maneira mais interessante. Já o Jack é o personagem mais amor do livro, na minha opinião. Ele é um changeling, uma criança das fadas que foi trocada por uma humana. Normalmente, quando a família humana percebe a troca, devolve o changeling para a fada e recupera o seu filho. No entanto, a família de Jack se recusou a entregá-lo mesmo depois de ter recuperado seu filho biológico. Assim, Jack, mesmo sendo parte do Povo, foi criado como irmão gêmeo de Carter.
Um aspecto que gostei muito nesse livro foi, sem dúvida, a maneira como a autora aborda as relações familiares. Vemos isso tanto na relação da Hazel e do Ben, e na forma como eles foram criados pelos pais, quanto no relacionamento de Jack com Carter e sua família humana, e o dilema que ele sofria por sua origem do povo das fadas. O livro ressalta o tempo todo a importância dos laços familiares, e modo como isso foi trabalhado na história foi muito sensível.
Além da família, o livro fala ainda sobre preconceito, homossexualidade, negligência parental e amadurecimento. Esses temas vão surgindo aos poucos na história e são trabalhados de maneira natural. À medida que conhecemos os personagens e descobrimos mais sobre o passado deles, é que começamos a entender seus conflitos, seus medos, e como acontecimentos passados afetaram o desenvolvimento da personalidade deles.

“Mas poupar outra pessoa é uma coisa complicada. É fácil pensar que estamos indo bem, quando, na verdade, estamos falhando de maneira espetacular.”

Com relação à parte de fantasia da história, achei que deixou um pouquinho a desejar. Senti falta de uma construção mais detalhada daquele universo e de quem eram aquelas criaturas que habitam a floresta. Fiquei um pouco confusa durante a leitura e só comecei a entender melhor da metade para o final do livro.
Por outro lado, a escrita de Holly Black é leve e fluida. Apesar de ter demorado um pouco a mergulhar na história e me envolver com os personagens, depois que isso aconteceu, eu não queria mais parar de ler. Eram muitos mistérios cercando aqueles personagens e queria entender melhor aquele universo, então, acabei ficando totalmente envolvida na leitura. O final talvez tenha sido um pouco rápido demais, mas é compensado por um epílogo que explica mais sobre o desfecho dos personagens.

Por fim, preciso mencionar essa edição maravilhosa da Galera Record. Além da capa linda, a parte interna do livro é maravilhosa. Gostei muito também do uso de páginas amareladas e do tamanho da fonte e espaçamento das letras. A única ressalva que faço com relação a edição, é que passaram alguns errinhos de revisão. No entanto, foram poucos erros e nada grave ou que comprometesse a leitura.
Em resumo, “O canto mais escuro da floresta” é uma leitura muito gostosa, cheia de fantasia e mistério, mas que também aborda temas importantes. A autora fala, com muita delicadeza, da adolescência e das transformações que o jovem passa quando começa a sair da infância. Além disso, o leitor é apresentado a um universo muito lúdico, mas, ao mesmo tempo, brutal e cheio de perigos. Mesmo tendo demorado um pouco para me envolver com a história, acabei mergulhando na leitura e adorei a experiência. Sem dúvida, recomendo este livro para quem gosta de fantasia, aventura e mistérios, ou que simplesmente queira relembrar um pouco a infância e a adolescência.

Agora, quero saber se vocês já leram este ou outro livro da Holly Black. Então, não deixem de me contar aí nos comentários o que acharam e se ficaram curiosos para ler.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

[Dica da Malu] Espada de Vidro

Sinopse: “O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou num arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de pessoa que ela está tentando deter.”                                                                                                 Autora: Victoria Aveyard / Editora: Seguinte / Páginas: 496   Comprar: Amazon

Não recomendo a leitura desta resenha para quem não leu “A Rainha Vermelha”, pois, por se tratar de uma continuação, ela contém informações sobre o desfecho do primeiro livro. Caso queira ler a resenha sobre "Rainha Vermelha", você pode conferir aqui.

Quando li “A Rainha Vermelha” não sabia muito bem o que esperar, pois via pessoas que amaram o livro e pessoas que odiaram. Para minha surpresa, eu terminei o livro entendendo tanto as críticas quanto os elogios, mas mais inclinada para o lado dos que amaram. Quando fui pesquisar sobre o segundo, vi que mais uma vez as opiniões eram 8 ou 80. Desta vez, eu estou definitivamente no time dos que amaram.
A história continua exatamente no mesmo ponto onde o livro anterior havia terminado. Maven, com o auxílio de sua mãe, a rainha Elara, traiu seu pai, seu irmão e Mare. Agora, o rei está morto, Maven assumiu o trono, e Cal e Mare são considerados traidores fugitivos. A única saída para os dois é se juntar à Guarda Escarlate, que os resgatou na arena.
No entanto, tanto Mare quanto Cal têm outros objetivos que não os da rebelião. Cal deseja vingança contra o irmão que o traiu e obrigou a matar o próprio pai, em um plano terrível para assumir o trono. Já Mare quer ir atrás das pessoas que, como ela, têm sangue vermelho e poderes prateados. Ela sabe que essas pessoas representam uma ameaça para o reinado de Maven, e que o novo rei não medirá esforços para eliminá-los. Assim, unidos pelo desejo de detê-lo, Cal e Mare partem em uma missão atrás de outros sanguenovos.

“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”

Esse é um livro sobre o qual não posso falar muito sobre, pois há muitas reviravoltas e acontecimentos importantes desde o começo. Portanto, qualquer coisa que eu disser além do que já contei, poderá ser considerado um spoiler.
Uma coisa que me chamou a atenção é que muitas pessoas que criticaram o livro falaram que não acontece nada aqui e que falta ação, o que torna a leitura arrastada. Eu sei que cada um sente a leitura de uma forma, mas, para mim, foi o total oposto. Há ação do começo ao fim: fugas, traições, perseguições, reviravoltas, planos que dão errado... Enfim, o que não falta é coisas acontecendo e a todo momento eu ficava com o coração na mão com medo do que poderia acontecer a seguir.
Outro aspecto que gostei é que dá para sentir o peso dos acontecimentos do livro anterior na forma como os personagens se posicionam. Tudo que aconteceu deixou marcas em cada um deles e isso se refletiu em mudanças na personalidade de todos eles, no modo como eles agem e na maneira como encaram o mundo e a si mesmos.  Obviamente, a mudança mais significativa foi para Mare e para o Cal. Não só a relação deles foi abalada, como o modo como eles se enxergavam. Ambos carregavam arrependimentos por erros que cometeram, raiva pelo que passaram e insegurança pelo caminho desconhecido que os aguardava.

“Claro que sei que outros morreram pela causa e por mim. Mas eu também morri. A Mare de Palafitas morreu no dia em que caiu no escudo elétrico. Mareena, a princesa prateada desaparecida, morreu no Ossário. E não sei quem é a pessoa que abriu os olhos no subtrem. Só que o que ela foi e o que perdeu, e o peso disso é quase esmagador.”

A Mare, em especial, chegou a me irritar por sua total incapacidade de confiar nas pessoas, o que fez com que, em vários momentos, ela magoasse pessoas que não mereciam. No entanto, considerando a gravidade da traição do Maven, isso é totalmente compreensível. Além disso, é inegável que em muitos aspectos ela amadureceu e se tornou ainda mais forte. Mare sabe os erros que cometeu e se culpa por ter feito escolhas erradas. Agora, ela vai assumir as consequências de suas decisões, se esforçando ao máximo para proteger as pessoas que precisam dela e impedir que Maven siga com seus planos.
Outro reflexo da evolução dos personagens é que o romance tem ainda menos espaço que no livro anterior. É claro que o tempo todo percebemos que os sentimentos que ligam Mare e Cal são muito mais do que o ódio por Maven, porém, os dois sabem que há coisas muito maiores em jogo. Ambos estão feridos pelas traições e escolhas erradas, preocupados com o destino do país e com tudo que precisam fazer para impedir as ações de um rei tirano e sua mãe manipuladora. Nenhum dos dois tem tempo para refletir sobre seus sentimentos; há muitas coisas acontecendo e perder o foco do que é importante pode trazer consequências muito ruins.

“Mesmo assim, por algum motivo, sinto uma ligação com ele. Lembro do garoto sobrecarregado que me deu um moeda de prata quando eu não era nada. Com aquele único gesto, ele mudou meu futuro e destruiu o próprio.E temos uma aliança – instável, forjada em sangue e traição. Estamos conectados, unidos contra Maven, contra todos que nos enganaram, contra o mundo prestes a se despedaçar.”

Há também uma expansão do universo apresentado no livro anterior. Agora, podemos entender melhor o funcionamento daquele país. Apesar de não ser mostrado muito sobre a corte, percebemos que o reinado de Maven é instável e que há muitas famílias de prateados interessadas em vê-lo fracassar. Além disso, é em Espada de Vidro que o leitor terá uma real dimensão do que é a Guarda Escarlate e como eles se organizam. 
Com relação à escrita da Victoria Aveyard, só posso dizer que mais uma vez ela soube conduzir a história muito bem. Claro que há elementos clichês e que já foram vistos em outros livros de distopia antes, porém, ela sabe usá-los de uma maneira que envolva o leitor e ainda consiga surpreendê-lo. Aliás, é impressionante a capacidade que ela tem de construir reviravoltas e mudar totalmente o rumo da história. Associado a isso, há ainda um ritmo eletrizante, com muitas cenas de ação e de confrontos, que tornam a leitura muito dinâmica e fazem com que o leitor não sinta vontade de parar de ler.
Por fim, preciso destacar a edição maravilhosa da Editora Seguinte. Não só a capa está linda, como também a fonte e o espaçamento utilizados são ótimos e facilitam muito a leitura. É possível ver o cuidado da editora em cada detalhe, desde o uso de páginas amareladas até o marcador que vem junto com a orelha do livro, no final.
Assim, recomendo muito este livro para quem gostou de “A Rainha Vermelha” e para aqueles que queiram dar uma segunda chance para a série. Aqui a história é aprofundada e tudo se torna muito mais complexo. É um universo bem construído, com críticas sociais interessantes e pertinentes, e personagens muito humanos, que conquistam o leitor tanto por suas qualidades quanto pelos seus defeitos. Se eu já havia gostado do volume anterior, “Espada de Vidro” superou todas as minhas expectativas e venceu qualquer dúvida que eu poderia ter quanto a continuar a série ou não.
Não deixem de me contar nos comentários o que vocês acham da série “A Rainha Vermelha” e se pretendem continuar lendo os próximos livros. Só peço que não deixem nenhum spoiler do terceiro livro, “A Prisão do Rei”, pois muitas pessoas (inclusive eu) ainda não o leram. E, para quem quiser comprar algum dos livros da série, vou deixar o link de compra na Amazon aqui embaixo.

A Rainha Vermelha:http://amzn.to/2oAIypR
Espada de Vidro: http://amzn.to/2opV49v
A Prisão do Rei: http://amzn.to/2oALZwv
Coroa Cruel: http://amzn.to/2o84uo8

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Lançamentos de abril - Galera Record

Hoje é dia de fazer as listinhas de livros desejados de vocês aumentarem. Sim, vamos falar sobre os lançamentos de abril da Galera Record. São três livros muito legais e com propostas muito diferentes, então, há grandes chances de pelo menos um deles (ou todos) entrarem para a wishlist de vocês.
Então, sem mais delongas, vamos aos lançamentos do mês:

À primeira vista – David Levitham e Nina LaCourPáginas: 294 / Comprar: Amazon                                                                            Sinopse: “Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Fora da escola, seus caminhos nunca se cruzaram... Até um noite, em meio à semana do orgulho gay de São Franscisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo, aceita o desafio que mudará sua vida e sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente... Na plateia, Jate, que se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Mark e Kate logo descobrem que, em muito pouco tempo, conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa.”
David Levithan já vendeu mais de 300 mil exemplares no Brasil. Eleito o melhor livro do verão de 2016 pela equipe da Publishers Weekly; Escolha de verão para jovem do New York Daily News; Melhor YA de 2016 segundo a Seventeen Magazine.

O vespeiro – Kenneth OppelPáginas: 240 / Comprar: Amazon     Sinopse: “Algumas crianças veem o verão como um tempo de alegria e brincadeiras. Mas para Steve é apenas mais um período de preocupação e ansiedade. Seu irmão recém-nascido está lutando pela vida... E ninguém sabe se ele irá conseguir vencer esta batalha. Como seus pais ficarão se o pior acontecer? Além de tudo, ainda há um vespeiro no telhado de sua casa... Ele é alérgico! Quando uma vespa-rainha invade seus sonhos com uma solução para todos os problemas, Steve acha que tudo se resolverá, ele só precisa dizer sim. Mas sim é uma palavra muito poderosa... Será possível voltar atrás?"
O Vespeiro estrou para lista ALSC Notable Children’s Books 2016.
Kenneth Oppel é autor da Trilogia Silverwing, que vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo, e de Airborn, agraciado com os prêmios Michael L. Printz e Canadian Governor General’s Literary Award para literatura infantil.

Trono de Vidro: Império de Tempestades (vol. 5 – Tomos 1 e 2) – Sarah J. MaasPáginas: Tomo I – 364 / Tomo II – 322
Comprar: Tomo 1 / Tomo II                                                              Sinopse: “A história de Aelin, sempre repleta de ação, intriga e cenas de luta inesquecíveis. A série teve mais de 1 milhão de exemplares vendidos e os direitos de adaptação para TV comprados pelos produtores de Grey’s Anatomy.
Empire of Storms entrou para lista de Melhores do Ano, Finalista do Goodreads Choice Awards; Trono de vidro foi eleito um dos melhores livros do ano, e foi finalista do Waterstones Teen Book of the Year; Coroa da Meia-Noite, segundo volume da série, foi eleito um dos 20 melhores da categoria Teen & Young Adult de 2013 pela Amazon; Rainha das Sombras foi considerado o melhor livro de fantasia YA de 2015 pelo Goodreads.
Sarah J. Maas é uma estrela em ascensão: a série Corte de espinhos e rosas estreou na lista do New York Times em segundo lugar, com apenas uma semana de vendas.”
Tomo 1: “Antes de serem traídos pelo atual rei, os Galathynius reinaram em Terrasen por séculos. E agora Aelin deseja recuperar a coroa e voltar a seu trono de direito... Mas o caminho até lá é longo e sinuoso. Amigos serão perdidos, lealdades serão quebradas e alianças inesperadas surgirão. Com a vida e poder jurados ao povo que está determinada a salvar, a antiga assassina, conhecida como Celaena Sardothien, colocará a própria segurança em risco para proteger os seus. Mas a única salvação está numa relíquia enterrada nas ruínas de um velho pântano.”
Tomo 2: “Aelin Galathyius sobreviveu a prisão, à perda de amigos e amores, às traições. Agora deve vencer seu maior medo para salvar o mundo. Com a vida e poder jurados ao povo que está determinada a salvar, a antiga assassina, conhecida como Celaena Sardothien, colocará a própria segurança em risco para proteger os seus. Mais que nunca, Aelin precisa de Rowan, de Dorian e de todos os aliados para conseguir descobrir a localização da relíquia sagrada capaz de banir de seu mundo a ameaça valge os horrores libertados em Morath. Chegou a hora de levantar os exércitos de Erilea. De cobrar velhas dívidas... É hora de marchar contra o mais supremo dos males. E confiar na pureza de seu coração para trazer a luz.”

            Aproveito para avisar que durante maio e junho vai ter projeto da série Trono de Vidro aqui no blog. Ao longo desses meses, vou resenhar todos os livros da série, incluindo os dois lançamentos de abril. Assim, quem ainda não conhece pode começar a se inteirar sobre os livros, e, quem já leu, compartilha comigo o que achou de cada livro.
           Gostaram dos lançamentos que a Galera Record está trazendo em abril? Me contem aí nos comentários se vocês vão ler algum e se vão acompanhar minha “maratona” de Trono de Vidro nos próximos meses. 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

[Dica da Malu] O Duque e Eu

Sinopse: “Simon Basset, o irresistível Duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas muelhres, precisa de um plano infalível. É quando entre em cena Daphne Bridgerton, irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só as veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá novos pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o possível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo que ela mais quer na vida.”
Autora: Julia Quinn / Editora: Arqueiro / Páginas: 288                           Comprar: Amazon

Eu sempre tive uma impressão negativa de romances de época. Já adianto que não estou me referindo aqui a clássicos, como os livros da Jane Austen. Estou falando daqueles romances escritos por autoras contemporâneas, mas que são ambientados no passado. Todos que eu tinha visto me pareciam ter tramas muito rasas e personagens pouco desenvolvidos, por isso, nunca tive muita curiosidade para ler.
No entanto, vi tantos elogios para a série Os Bridgertons, da Julia Quinn, que acabei ficando curiosa para saber o motivo dos livros dela terem conquistado tantos fãs. Foi assim que acabei iniciando a leitura de “O Duque e Eu”; sem ter grandes expectativas, mas curiosa para entender o sucesso deste romance. De um modo geral, posso dizer que tive uma surpresa agradável.
Nesse livro, acompanhamos a história de Daphne Bridgerton e o Simon Basset, o Duque de Hastings. Depois de passar alguns anos viajando, Simon retornou a Inglaterra e imediatamente se tornou alvo das mães que procuravam um bom partido para as filhas. Mesmo com sua fama de libertino, Simon é um dos solteiros mais cobiçados por seu título de nobreza e sua fortuna. O problema é que ele não tem a menor intenção de se casar. Já Daphne deseja se casar, porém, os jovens solteiros que seriam adequados só a vêm como amiga, devido à sua personalidade forte e o seu jeito espirituoso. Além disso, os pretendentes que surgiram ou eram muito velhos ou muito tolos.
Assim, quando se conhecem em um baile, Daphne e Simon acabam percebendo que poderiam se ajudar e criam um plano. Simon deseja evitar as jovens que estão à procura de um marido rico e Daphne quer que os rapazes prestem atenção dela. A ideia é simples: Simon finge cortejar Daphne e, assim, evita a atenção das outras jovens e faz com que outros rapazes comecem a reparar nela.
As coisas se complicam quando a amizade e cumplicidade que surgem entre a Daphne e o Simon começam a se transformar em algo mais. Ela sonha em se casar e construir uma família tão linda quanto aquela em que cresceu. No entanto, devido a traumas do passado, tudo que Simon não quer é casamento e filhos. Eles se vêm, então, com medo de que a atração que sentem atrapalhe a bonita amizade que estava nascendo.
Apesar de todas as ressalvas que tinha antes ler esse livro, ele me conquistou logo nas primeiras páginas. Já no prólogo conhecemos o passado de Simon e é impossível não simpatizar com ele, considerando as situações que teve que enfrentar quando ainda era muito criança. Logo em seguida, somo apresentado à Daphne. De cara, adorei a personalidade forte dela e o modo como ela sabe exatamente o que quer da vida. Apesar de desejar se casar, Daphne não está disposta a mudar seu jeito para agradar aos possíveis pretendentes e não vai aceitar se casar com um homem tolo, só para não ficar solteira.
Além disso, é uma leitura muito agradável e cheia de humor. Os diálogos são inteligentes e repletos de ironia, principalmente aqueles entre Daphne e Simon. Aliás, o primeiro encontro dos dois é hilário e totalmente fora do esperado. Daphne foge dos padrões da época e fala o que pensa, sem se importar com o que ele vai achar dela ou com a elevada posição social dele.
Outro aspecto que gostei bastante no livro foram as relações de amizade. É bonito ver como vai surgindo uma cumplicidade entre a Daphne e o Simon, e, aos poucos, isso evolui para um sentimento mais forte. Não ocorre aqui aquele irritante amor à primeira vista e sem nenhuma justificativa. É um relacionamento que se desenvolve de maneira natural e compreensível, e acaba conquistando a torcida do leitor. Há ainda a amizade entre Simon e o irmão mais velho de Daphne, o Anthony. É bonito ver o quanto eles se respeitam e se admiram, mas também brincam e implicam um com o outro, mostrando uma relação que é quase de irmãos mesmo.
E, por falar em irmãos, isso é o que não falta para Daphne. Além de Anthony, ela ainda tem mais seis: Benedict, Collin, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. Entre tantos irmãos e irmãs, é claro que ocorrem brigas, implicâncias e muita confusão, mas o que existe de mais forte entre eles é o amor. Fica evidente ao longo do livro o quanto eles se amam e se importam uns com os outros. Para os Bridgertons, não há nada mais importante que a família.
Deste modo, o que mais gostei neste livro foi realmente os personagens. A Daphne e o Simon são um ótimo casal. Eles são divertidos, espontâneos, de personalidade forte e têm diálogos afiadíssimos. Mas os personagens secundários são igualmente marcantes. Mesmo tendo menos espaço que os protagonistas, já é possível ver um pouco sobre a personalidade de cada um deles e conhecer o suficiente para desejar acompanhar as aventuras protagonizadas por eles. Cada livro da série irá focar em um dos irmãos Bridgerton e confesso que fiquei interessada em ler as histórias de todos eles.
O único problema no livro não é exatamente a história em si. Por se tratar de um romance de época, a sociedade retratada é muito machista e isso me incomodou em alguns momentos. Há uma série de normas que as mulheres devem seguir a fim de manterem sua reputação e serem consideradas esposas adequadas. Toda a vida delas se resume em encontrar um marido e serem boas esposas, e, quando “passam da idade”, perdem seu valor. No entanto, gostei das pequenas críticas feitas pela autora a este comportamento e do fato de Daphne não seguir os padrões que eram impostos para as mulheres, não aceitando mudar sua personalidade recusando pedidos de casamento com de homens que ela não é capaz de respeitar.
A escrita da Julia Quinn é leve e envolvente, com um humor refinado e uma narrativa fluida. Os diálogos são divertidos e cheios de ironias e trocas de provocações entre os personagens, deixando a leitura ainda mais agradável. Além disso, ela soube descrever bem a sociedade da época, as roupas, as festas e os lugares, fazendo com que o leitor realmente se sinta na Inglaterra do século XIX.

Em resumo, não é uma leitura complexa ou que leva o leitor a questionamentos e reflexões, mas é agradável e envolvente. Os personagens são cativantes e a escrita da autora é fluida, prendendo a atenção do leitor e fazendo com que ele se importe com o destino dos protagonistas e deseje saber mais sobre os outros membros da família Bridgerton. Para quem gosta de romances e procura uma leitura leve e rápida, "“ Duque e Eu” é uma excelente opção. 
Agora, quero saber se vocês já leram ou pretendem ler esse livro. E, para quem leu, quem é o seu Bridgerton preferido? Tendo lido só os dois primeiros livros ("O visconde que me amava" foi uma das minhas leituras de março), ainda não sei qual é o meu personagem preferido desta série, mas suspeito que o Colin irá se destacar. Em breve, lereis os outros livros e farei a resenha aqui, aí eu conto para vocês se esta impressão se confirmou.
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