sábado, 9 de abril de 2016

[Dica da Malu] O Teorema Katherine

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 302

Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele.

O Teorema Katherine é o quarto livro do escritor americano John Green que eu leio¹, e, mais uma vez, o autor trouxe uma história que conseguiu me envolver. Com uma trama leve, que inicialmente parece ser simplista demais, o autor vai desenvolvendo seus personagens aos poucos, tornando-os mais complexos e interessantes a medida que o leitor pode conhece-los melhor e compreender suas ações.
A história começa no dia seguinte à formatura de ensino médio do protagonista Colin Singleton. Sua décima nona namorada havia terminado com ele no dia anterior e Colin não estava lidando bem com o rompimento. É então que Hassan, seu melhor, e único, amigo, sugere que eles saiam para uma viagem de carro, sem rumo, apenas com o objetivo de ajudá-lo a superar o término com sua décima nona Katherine.
Além de seu problema com as Katherines, que sempre terminavam com ele, Colin ainda sofria por não ter conseguido alcançar a genialidade ainda. Ele sempre foi um menino prodígio, uma criança com uma incrível facilidade para aprender, mas nunca tinha conseguido se tornar um gênio. Para alcançar isso, era preciso criar ou descobrir algo importante.
Durante a viagem, Colin e Hassam vão parar em Gutshot, uma pequena cidade no estado de Tenessee, onde conhecem a jovem Lindsey Lee Wells e sua mãe, Holly. Lá, Colin finalmente tem o seu “momento eureca”: ele decide desenvolver uma fórmula, baseado em suas experiências anteriores, que pudesse prever o fim de qualquer relacionamento e quem terminaria com quem. A essa descoberta, ele deu o nome de Teorema Katherine.
Uma das coisas que mais gostei nesse livro é que o autor realmente desenvolveu uma fórmula matemática que se aplicasse a história. Para isso, John Green contou com o auxílio do seu amigo matemático, Daniel Biss. Achei interessante como o autor usa a matemática para contar a história, mas fazendo isso de uma maneira simples e divertida, que permite ao leitor acompanhar o raciocínio envolvido sem dificuldade.
Os personagens também são interessantes. A princípio, achei que seriam um pouco superficiais, mas com o desenvolvimento da trama, eles se tornam mais interessantes. Colin me irritou um pouco no começo com a sua necessidade de se tornar um gênio, bem como sua obsessão com a Katherine XIX. No entanto, a medida que percebemos como foi a infância de Colin como um menino prodígio, bem como sua dificuldade em socializar com outras pessoas da sua idade.
Hassam e Lindsey são os personagens mais divertidos do livro. Ela é uma personagem inteligente e divertida, que surpreende tanto pela sua sensibilidade para entender as pessoas quanto pela sua personalidade forte. Já o Hassam é responsável por contrabalançar a melancolia de Colin, proporcionando diversos momentos engraçados. Além disso, é admirável sua lealdade ao amigo e o modo como, apesar de seu jeito leve e despreocupado, ele está sempre pronto para ajudá-lo, até mesmo deixando seus próprios problemas de lado.
Outro destaque para o livro é o humor irônico adotado por John Green ao longo da trama, em especial nas diversas notas de rodapé. Além de serem inseridas de maneira natural na história, o que faz com que não atrapalhem o seu ritmo, essas notas são engraçadas e sarcásticas, ajudando a deixar o livro mais divertido.   
Em resumo, O Teorema Katherine é um livro ideal para quem procura uma leitura leve, mas também envolvente e bem construída. Ao final, o leitor vai se deparar com reflexões interessantes, mas que foram desenvolvidas de uma maneira divertida e, em alguns momentos, surpreendente.

“Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes – talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada.” (John Green)


¹ Os outros foram: A Culpa é das Estrelas, Quem é você, Alasca?, e Cidades de Papel.

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